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NÚMEROS PRIMOS

Números primos são números naturais que têm apenas dois divisores diferentes: o 1 e ele mesmo.

Exemplos: 2 tem apenas os divisores 1 e 2, 

3 tem apenas os divisores 1 e 3

5 tem apenas os divisores 1 e 5 e assim por diante, 7, 11, 13…

Agora, se falarmos em número de primos, não posso esquecer da minha família.

Minha vó, mãe da minha mãe, teve 6 filhas, uma morreu, e ficaram 5. Calma leitores, não é para fazer contas agora. As outras, me deram inúmeros primos, menos a minha mãe que deu uma irmã maravilhosa e que amo demais. Minha mãe e a caçula das filhas tiveram só 2 filhos. A filha mais velha gerou 3 filhos, uma filha com 4 filhos e a outra filha que também era minha madrinha, teve…  Espera um pouco, estou fazendo as contas para não deixar nenhum primo de fora e consultando uma prima de boa memória. Teve 7 filhos, 5 que se dizem homens e 2 princesas.

Agora leitores, podem fazer as contas.

Quantas historias eu tenho para contar?

Relembraremos o tempo de infância.

Minha tia madrinha, casada com um militar, sempre mudava de cidade porque meu tio era transferido. Conheci, Atibaia, Bragança Paulista, Brodósqui, Ibitinga, Itatiba, Piracaia e Sertãozinho. Quando íamos visitá-los, meus país mantinham a viagem em segredo até a última hora, porque eu não conseguia dormir de tanta ansiedade de rever meus padrinhos e primos.

Não falarei os nomes dos primos para não ser processado.

Primos na matemática são números naturais, na nossa família, naturais eram os cachos dos cabelos de uma das primas, que eram muito bem cuidados com carinho e zelo. Hoje, quando vou ao supermercado, sempre dou uma paradinha na gondola de sucos, porque seu sobrenome é a marca de um suco de caixinha e fico relembrando o tempo de outrora.

Tenho uma prima que nasceu no dia dos mortos, mas toda família, no dia 02 de novembro só lembra do seu aniversário. Duvido que alguém, quando em sua companhia, consiga ficar triste. Além de excelente memória, tem muito bom humor e energia para dar. Num futuro bem próximo iremos nos encontrar e com certeza escreverei outra crônica falando de família, principalmente sobre tias e madrinhas.

Tenho uma prima que até hoje não come abacate por trauma de infância. Sua irmã, ao mastigar a referida fruta abriu a boca e mostrou, como no filme do exorcista. Por morarmos perto, era a prima que mais brincava. Lembro que ela cantava música em inglês e eu achava muito bonito. Prima muito inteligente.

Um primo que gostava muito de jogar futebol de botão, fazia campeonatos e tinha um caderno que marcava todos os jogos que ele participava. Só havia vitórias dele. Quando eu contestava as minhas, ele falava que eram amistosos. Hoje é famoso, tem livros publicados, vive aparecendo em programas na televisão e comentando sobre as expressões e gestos de pessoas. O corpo fala. Ele sabe quando a pessoa está mentindo ou falando a verdade. Quero encontrá-lo e desmascará-lo sobre minhas vitórias no jogo de futebol de botão.

Outro primo era tão peralta que vivia se acidentando. Uma vez, caiu de um andaime e o ferro ficou cravado em uma de suas pernas. Hoje advogado.

Outro primo, quando criança era gago e não conseguia pronunciar a letra “r”. A história que conheço foi quando, chegando em casa aos prantos, informou a sua mãe que a professora substituta havia brigado com ele só porque havia xingado sua coleguinha de classe e na verdade ele só estava pedindo a régua de volta. “ Dedevolvolva aaa miminha éégua”. Ainda bem que na época não existia celular. Não conseguiria passar trote em ninguém. Fico imaginando do outro lado da linha a voz perguntando: “Aaadidivivinha quequem é?

Voltando a matemática, errou quem falou inúmeras histórias.

Precisaria de escrever um livro e não uma crônica.

Agora uma lição de casa com as quatro operações.

Somem as suas esperanças, subtraiam conflitos, multipliquem as alegrias e não sejam como números primos e sim, dividam tudo de positivo, com tudo e com todos.

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FATOS E FOTOS

Relembrando as maquinas fotográficas.

Você comprava o filme com 12, 24 ou 36 poses ou fotos, dependendo para qual evento. Uma viagem, um encontro, uma festa, um baile ou sem motivos mesmo.

Você não ficava tirando fotos como hoje. A mesma pose você clica três vezes no seu celular e fica com a melhor, as outras duas você deleta. Tira foto à vontade e vê na hora se ficou boa. Compartilha em redes sociais, enfim, a modernidade, mas não a mesma sensação.

A sensação indescritível de você levar para a revelação, na “foto ótica”, sim porque além de revelarem suas fotos eles vendiam, filmes, molduras e óculos. Na entrada várias fotos já reveladas e colocadas em quadro na vitrine da loja, obviamente autorizadas pelo modelo. Havia uma sala própria para tirar foto 3×4 para documentos.

Quando comprava os filmes para a máquina, o atendente explicava como colocar e como retirá-los sem estragar suas fotos.  Não poderia tirá-los na claridade, senão queimariam as fotos. Vários truques e dicas eram apresentados por ele.

Quando estava acabando o filme da máquina, ficávamos economizando para não gastar com fotos bobas.

Quando havia fotos mais ousadas, me lembro que não levava no mesmo lugar para revelar.  Ficávamos com receio do profissional conhecer por exemplo, sua irmã, prima ou mãe de biquíni.

Imaginávamos se as fotos ficariam boas, as vezes até apostatávamos quantas ficariam danificadas.

As sensações de abrir o envelope para ver as fotos eram emocionantes.

Lembro que tirei a foto de uma amiga com um biquíni de Asa Delta, deitada de bruços numa cadeira na piscina de um hotel. Acho que foi a melhor foto que tirei em minha vida. Ficou muito boa. Ficou muito tempo guardada e depois de muitos anos ela sumiu do meu álbum, provavelmente rasgada ou queimada por minha atual esposa, mesmo sendo solteiro na época.

Minha mãe não estragava toda foto. Ela recortava a pessoa que não gostava na foto. Havia uma que me deixou curioso. Eram três pessoas, minha mãe, meu pai e outra mulher abraçada ao meu pai que não se via por justamente minha mãe ter recortado. Sei que era mulher porque tinha uma mão com unhas pintadas em cima do ombro dele. Sei lá, poderia ser uma prima, uma amiga em comum.

Fico imaginando o fotografo da Rose Di Primo. Para quem não conhece, foi uma modelo dos anos 70 e 80. Pousava para a revista Ele & Ela, Playboy e Status. Eu tinha vários pôsteres dela.

Por que lembro de Rose Di Primo?

 Em uma tarde brincando em casa com a bola, quebrei o vidro da radio- vitrola (um móvel grande que ficava na nossa sala onde ouvíamos músicas no disco de vinil e notícias, músicas e transmissões esportivas no rádio), não sabia o que fazer. Inocentemente peguei uma foto dela na revista Playboy, uma mais comportada e coloquei no local do vidro. Eu achei que ficou ótima. Pura arte. Eu era um artista.

Quando minha mãe chegou do trabalho no final da tarde, cansada, sua primeira visão foi a radio- vitrola toda moderna e renovada por um artista desconhecido por todos, não por ela, porque já conhecia o artista apaixonado por Rose Di Primo. Apanhei até na adolescência sem saber o motivo. Seria o vidro quebrado ou o meu gosto por mulheres bonitas?

São fatos, são fotos.

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ACREDITA NO DESTINO?

Campos do Jordão, município na Serra da Mantiqueira no estado de São Paulo. Arquitetura de estilo Suíço. Florestas e montanhas. É uma cidade sofisticada e requintada e com muitos eventos.

Alguns lugares são pontos obrigatórios, como por exemplo, o teleférico, com suas cadeiras coloridas que proporcionam uma visão aérea do centro turístico da cidade.

A subida pelo teleférico leva ao Morro dos Elefantes. A montanha recebe este nome por conta do formato que se assemelha com o contorno de um elefante. Lá em cima tem o mirante que se pode ver toda a beleza da Vila Capivari, e as belas montanhas que compõe o cenário da cidade.

Aqui começa a nossa história.

Um jovem, paulistano de 20 anos, em férias, depois de visitar o mirante, desce pelo teleférico para Vila Capivari e no meio do caminho, subindo pelo teleférico, uma moça muito bonita de olhos verdes, mexicana de 18 anos, filha de pai mexicano e mãe brasileira.

Os dois se entreolham e uma coisa inexplicável acontece. Os dois corações batem mais fortes.

O rapaz chega ao seu destino final e fica aguardando por várias horas a chegada daquela que para ele era uma musa.

Finalmente ela chega ao seu destino e fica sem reação, mas ao mesmo tempo, alegre por encontrar com o rapaz.

Eles se apresentam e partir daí um longo papo rola.

Ele em férias e ela para tratamento nesta cidade por indicação do seu médico.

Embora ele perguntasse sobre o tal tratamento médico, ela sempre se esquivava e dizia para aproveitar aqueles momentos que para ela era um conto de fadas e logo acabaria porque ela precisaria voltar para o México. Ela o chamava de príncipe e ele a chamava de princesa.

Esses dias, eles viveram como um conto de fadas e sempre achando que tudo acabaria bem como em todos os contos.

Último dia dela na cidade e apesar de estarem vivendo um conto de fadas, ele não sabia nada sobre ela, nem endereço e nem telefone e ela sempre dizia, vamos aproveitar esses belos momentos que o destino vai nos unir, para que tanta pressa?

Como era o último dia, ela lhe entregou um bilhete dizendo para abri-lo só no primeiro dia do ano. Ainda estava no dia 29 de dezembro.

E foi isso que aconteceu.

Na noite de 31 de dezembro quando ela já estava no México e ele em São Paulo, curioso para abrir o bilhete, numa noite quente de verão, céu estrelado e muito propício para o amor, esperando chegar o dia primeiro, pensando que naquele bilhete estaria o telefone e o seu endereço em alguma rede social, para enfim se comunicarem e relembrar todo aquele conto de fadas e fazerem outros contos, ele, com os fogos anunciando o ano novo que chegava, abre o bilhete e lê:

Meu príncipe, o que aconteceu entre nós, não foi apenas um amor de verão. Foi um amor eterno. Não consegui falar toda a verdade em nosso encontro, senão seria muito doído e não iríamos aproveitar todos os belos momentos. Tenho uma doença grave e em fase terminal que infelizmente a medicina não descobriu. Tenho mais alguns meses de vida, talvez 1 ano, mas morrerei contente com tudo isto que vivi a seu lado.

Quero que em nome do nosso amor, você viva feliz e procure alguém que te ama, assim como eu te amei.

Não sabemos o destino, mas quem sabe um dia….

Assim terminou o bilhete.

Para ele, foi como uma ducha de água fria. Toda a espera e todo o encanto se foram por água abaixo. Foi o pior ano novo que tivera.

Passaram se muitos anos e ele agora casado e com uma filha de 16 anos, iriam passar as férias no México a pedido da filha e esposa.

Num passeio em Xochimilco, onde tem as traquineiras, embarcações enfeitadas e um lugar exótico, existe um canal navegável, onde as famílias alugam esses barcos para comemorações e então, turistas e locais se misturam. Ele avista uma outra embarcação com bandeiras do Brasil, cantando músicas brasileiras no lado contrário. E os olhos se cruzam numa jovem que fez relembrar o teleférico em Campos do Jordão. Algo estranho aconteceu que seu coração disparou.

No outro dia eles foram conhecer a Basílica de Nossa Senhora de Guadalupe. Enquanto ele e esposa estavam dentro da Basílica, sua filha estava do lado de fora, tirando fotos, quando uma moça se aproxima e falando em português, se oferece para tirar a foto dela de frente para a Basílica. Ela aceita e faz amizade com esta moça e marcam um encontro para o dia seguinte.

A noite no hotel, a filha do casal conversa com a mãe sobre o encontro com a moça. Conversam por muito tempo e no dia seguinte, só mãe e filha vão ao shopping para fazer compras e encontrar com a tal moça da Basílica.

As três conversam animadamente numa praça de alimentação do shopping.

No dia seguinte, o casal e sua filha foram conhecer as pirâmides em Teotihuacán. Uma em particular chamou a atenção dele, por sua beleza e magia.

A Pirâmide do Sol, que é a terceira maior do mundo, possui 5 plataformas e muitos degraus que levam ao topo onde, antigamente, sabe-se da existência de um templo de madeira que era utilizada para sacrifícios e oferendas aos deuses.

Enquanto a pirâmide da Lua suga as suas energias, a do Sol revigora.

O “príncipe” quis subir todos os degraus da Pirâmide do Sol, até o topo, mas sua mulher, conforme o combinado com a filha, disse para os dois subirem que ela ficaria embaixo visitando os artesanatos.

Assim foi feito. Quando eles estavam chegando perto do topo, viram várias pessoas levantando as mãos para o céu como forma de agradecer aos deuses e antes de chegarem ao topo, ele avista a moça das traquineiras e antes de falar alguma coisa, sua filha apresenta a moça.

– Pai, está é Guadalupe, minha irmã que conheci aqui no México.

O “príncipe” sem entender nada, ficou sem reação e a moça entrega uma foto para ele que era dele mesmo e que ao fundo aparecia o teleférico de Campos do Jordão. Atrás da foto dizia, com a mesma letra que ele já conhecia. “Minha querida filha, se você acreditar no destino, entregue esta foto ao seu pai, que foi o único homem que conheci e amei na vida. Ele foi meu príncipe encantado.

 Pai e filhas se abraçam e choram e vão ao topo agradecer aos deuses.

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PEQUENA CIDADE DO INTERIOR DO CEARÁ

José da Silva, 20 anos, negão, alto, nascido numa pequena cidade do interior do Ceará, conhecido como Zé Bodão.

Zé Bodão namorava Aninha, gaúcha, 18 anos, branca como a neve, estava a pouco tempo na pequena cidade do interior do Ceará.

Zé Bodão namorava, mas sempre queria algo a mais e Aninha dizia:

– Só depois do casamento.

Esta insistência durou 3 anos, quando finalmente casaram-se.

Chegou a tão esperada hora.

Lua de mel, nas serras gaúchas, frio…

O clima estava quente dentro do quarto, mas Aninha precisava falar algo a Zé Bodão.

– Espera um pouco. Teremos todo tempo do mundo. Preciso revelar um segredo.

– Agora não, conte depois.

– Não. Preciso falar agora, senão eu não tiro a roupa.

Zé Bodão deixou Aninha revelar o tal segredo.

– Você pretende ser pai?

Zé Bodão respondeu no seu linguajar:

– “Oxi”, mas é “craro”.

– Não posso ter filhos.

– Depois a gente “resorve isso”. “ Agora vamu ao qui interessa”.

Alguns meses depois, começou a crescer a barriga de Aninha. Os médicos não entendiam como Aninha ficara grávida. Foram feitas pesquisas no exterior e finalmente descobriram que um em um bilhão de homens tinham esses espermatozoides engravidadores.

Esta pequena cidade do interior do Ceará ficou mundialmente conhecida. Zé Bodão era o orgulho da cidade.

Começaram a chegar cartas e mais cartas dos quatro cantos do mundo. Vieram até cartas do Polo Norte. Um esquimó convidando Zé Bodão para conhecer sua mulher num Igloo especialmente construído para ele.

Zé Bodão ficou milionário, exportando espermatozoides.

Meses depois, tudo isto veio abaixo.  Zé Bodão não conseguiu engravidar ninguém. Virou manchetes de jornais. Era motivo de risos na pequena cidade do interior do Ceará.

Até os padrinhos de casamento, Tadeu e Tereza tiravam uma “casquinha”

Tadeu era gaúcho, branquelo, franzino e sempre dizia:

– Bah! Na minha terra é que tem homem macho, tche!

Zé Bodão não estava mais aguentando isto, mas sempre confiando que um dia tudo mudaria. O tempo é o melhor amigo.

Tereza, a esposa de Tadeu, também não podia ter filhos.

Passaram-se alguns anos e a pequena cidade do interior do Ceará, não mais comentava o episódio ocorrido com Zé Bodão. Aninha teve mais cinco filhos. Tadeu e Tereza eram padrinhos do filho caçula.

Até que um dia, esta pequena cidade do interior do Ceará, virou notícia novamente.

Tereza, mulher de Tadeu estava grávida.

Tadeu não queria que esta notícia se espalhasse pelo mundo inteiro, mas foi inevitável.

Zé Bodão foi motivo de risos novamente. Teve que se mudar da pequena cidade do interior do Ceará.

Nove meses se passaram e na pequena cidade do interior do Ceará nascem os filhos de Tadeu e Tereza. Trigêmeos. Todos mulatinhos.

Zé Bodão vingou-se de Tadeu e de todos os habitantes da pequena cidade do interior do Ceará.

Saiu nas manchetes dos jornais do mundo inteiro.

Obs. Crônica escrita em 1996 publicada no meu primeiro livro.

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SIGNOS

AQUÁRIO – 21/01 a 19/02

Adora receber peixinhos em casa. Geralmente aguados, vivem com pedrinhas no sapato e fazendo borbulhas de amor. Os nativos do signo são 100 % das vezes transparentes.

PEIXES – 20/02 a 20/03

Facilmente reconhecidos pelo seu olhar de peixe morto. Frequentadores assíduos do Bar-Batanas, não tiram os olhos do gato (estão sempre em conflitos, guelras). Racistas por natureza, preferem as brânquias. Esporte predileto: Natação.

CRANEIRO/ÁRIES – 20/03 a 20/04

Considerados ovelhas negras do zodíaco, os nativos deste signo vivem dando cabeçadas. São muito religiosos e tem preferência pelo salmo 23. ”O senhor é meu pastor e nada me faltará”.

TOURO – 21/04 a 20/05

Comumente são apegados à família. Jamais chame a mãe de um taurino de vaca. Descendentes diretos dos Vikings, continuam mantendo as tradições através do tempo. Andam sempre em comBOIOS. As mulheres de touro são muito avacalhadas. Odeiam espanhóis.

GÊMEOS – 21/05 a 20/06

Os nativos de gêmeos são muito parecidos (Cara de um, focinho do outro). A tradição manda que as mulheres nascidas sob este signo se chamem “Aparecida”.

CÂNCER – 21/06 A 21/07

Também chamados de caranguejo. Os nativos deste signo dificilmente vencem na vida; estão sempre andando para trás e num mar de lamas. Para vencer na vida é preciso ser puxado para cima. Cuidado com os nativos de câncer, podem ser benignos ou malignos.

LEÃO – 22/07 a 22/08

Geralmente as mulheres do signo é que trabalham e os homens, sempre topetudos são incansáveis produtores, extremamente másculos, apesar de usarem cabelos longos. Não gostam de viver enjaulados.

VIRGEM – 23/08 a 22//09

São raramente encontrados, e possuem vidas curtas. Apreciadores de desenhos animados como o Hi-Men, os homens de virgem, tem tendência ao canibalismo e rompem qualquer barreira. As mulheres deste signo possuem grandes lábios.

LIBRA/BALANÇA -23/09 a 22/10

São comumente encontradas em feiras, supermercados e outros estabelecimentos comerciais do gênero. Os mais odiados poderão ser encontrados em farmácias. Submissos por natureza, permitem que outros lhe pisem. Nem sempre são equilibrados. Adoram filmes da “Inmetro Golden Mayer”. Os nativos deste signo não gostam da moeda brasileira (Real), preferem a inglesa (Libra).

ESCORPIÃO – 23/10 a 21/11

Venenosos por natureza, os nativos deste signo são muito perigosos. Sua picada é mortal. Quando atacados, defendem-se abundantemente.

SAGITÁRIO – 22/11 a 21/12

Os nativos deste signo são uns cavalos, vivem dando patadas. Quando amam verdadeiramente, atiram flechas de amor. Assim como os nativos de Carneiro, são muito religiosos, sua máxima preferida é “quem não tiver pecado, que atire a primeira pedra ai, ai, ai…aquele que não sofreu por amor”.

CABRA – 22/12 A 20/01

Também conhecidos como Capricórnio. Os homens nascidos sob esse signo são uns cabras-machos. Bebida predileta: Mé!!!! As crianças brincam de cabra-cega e os velhos são apelidados de bodes velhos; os imbecis de bode-expiatórios. Descobriram a arte de transformar capim em azeitonas pretas. Frequentam assiduamente o Bar-Bicha.

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A BUNDA PARTE VI

A bunda é uma coisa singela.

Quando olhamos para ela, nos deparamos com uma palavra monossílaba que começa com “c” e termina com “u”. É isto mesmo que você está imaginando, caro leitor.  O céu.

Quando acordo, a primeira palavra que pronuncio para minha esposa, ainda com sono é: bundinha e ela me responde bom dia. São 29 anos assim.

Sempre acho que não escreverei mais nada sobre a bunda, por não ter mais assunto. Parece que já abordei tudo sobre ela e no entanto estou aqui pela sexta vez.

Antigamente nas praias, ficávamos imaginando o que havia debaixo daqueles panos. Era uma coisa inacreditável. Poetas se inspiravam e os não poetas também se inspiravam de formas diferentes. A imaginação em primeiro lugar. Hoje em dia ficamos imaginando onde estão os panos.

Podemos encontrar subsídios para explicar o fato e a importância do concurso de miss bumbum, onde não conhecemos ou não são divulgados concursos de miss cara, miss pescoço, miss ombro, miss seios, miss barriga, miss umbigo… e por aí vai descendo até a miss pé.

É tão singelo e importante que deram até um apelido para a bunda. Bumbum.

Agora, por um outro lado. Não o outro lado da bunda. Não é isto que vocês estão pensando. Digo o lado não sexual ou pornográfico e sim o lado da desvalorização da palavra.

Como vocês apelidam as pessoas que não tem valor?

Acertou quem falou “Os bundões”.

Digam um sinônimo de bundões.

Acertou também, quem falou políticos.

Acabei de estragar a crônica. É sempre assim, onde tem políticos, tem merda.

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CORRUPTOS EM CONSERVA

Já imaginaram se pudéssemos exportar corruptos em conserva? O país ficaria rico, pois temos corruptos em abundância.

Montaríamos em primeiro lugar uma fábrica, para satisfazer a voracidade insaciável das máquinas, pegaríamos vários corruptos acondicionados em grades de ferro. Seriam evidentemente inspecionados quanto a sua sanidade e em seguida classificados. Logo após, seriam lavadas com água em revolução provocada por aparelhos de ar comprimido; automaticamente seriam transportadas por canecas mecânicas, que iriam despejá-los em uma esteira rolante, e continuaria este percurso passando por uma nova lavagem com jatos de chuveiros, sendo encaminhados a um cozinhador contínuo até atingirem o triturador que os esmagariam, passando em seguida por uma peneira rotativa que os transformariam em massa. Essa massa seria canalizada para um grande tacho aquecido a vapor, onde seria misturada ao açúcar na proporção certa.Depois seriam aspirados por grandes concentradores de aço inoxidável a vácuo eliminariam o excesso de dinheiro, ou melhor, água, tornando o produto pastoso no ponto ideal. Atingindo este ponto, o produto seria descarregado nas enchedeiras automáticas onde as latas iriam recebendo o conteúdo exato.

As latas assim cheias seriam encaminhadas, por uma esteira, à maquina que aplicaria as tampas. Já hermeticamente fechadas, nova esteira transportaria tais lata ao esterilizador contínuo e simultaneamente ao resfriador, e deste, passaria por uma tubulação de secagem, iriam,enfim, para a máquina de encaixotar, terminando a grande transformação dos corruptos em deliciosos doces que seriam, depois, exportados para bem longe daqui, quem sabe a própria NASA não os levaria para o espaço.

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MOTEL

Depois de uma churrascada noturna, resolvemos eu e minha esposa, irmos a um motel em Fortaleza/CE

Será que não é comum o marido e a esposa irem a um motel? Parece que não.

Claro e evidente que não narrarei como foi nossa madrugada no motel, que foi maravilhosa, mas começarei contando pelo café da manhã, para pelo menos ter uma “comida” na história.

Farto café da manhã com frutas, ovos, presuntos e queijos. Comemos insaciavelmente, deixamos apenas um pedaço de melancia, quando peguei o interfone e pedi a conta.

Fiz um cheque e depois de alguns minutos,o funcionário do motel veio com a resposta de que não poderia aceitar meu cheque, pois havia constatado outros cheques devolvidos e que meu nome estava no SERASA. Perguntei: O que vamos fazer então? Ficaremos aprisionados neste recanto do amor?

O funcionário respondeu que poderia deixar o celular ou alguém ir até o banco 24 horas ou usar o cartão de crédito.

  • Só tenho o cheque.
  • Não posso fazer nada.

Se ele não podia fazer nada, nós poderíamos fazer tudo, mas pensando melhor é claro que pensamos em nossas filhas. O que seriam delas sem a nossa presença, sem ter alguém para dar-lhes educação? Afinal, a vida não é só sexo.

Ele devolveu meu documento e meu cheque. Só aceitei o meu documento. Comuniquei ao funcionário que estava saindo e que ele tomasse as medidas cabíveis. Ele não tomou nenhuma medida.

Fui barrado na saída por um outro funcionário e lá fiquei discutindo. Notem meus caros leitores que ninguém poderia sair do motel,meu carro estava obstruindo a saída.

Acho que esses funcionários estavam imaginando que éramos amantes e não marido e esposa. Na verdade éramos os dois. Tomei uma atitude radical:

  • Existe um aviso na entrada “Não aceitamos cheque”?
  • Mas nós aceitamos.
  • Tudo bem. Existe algum aviso que “Aceitamos cheques mediante consultas”?

O funcionário ficou calado. Foi aí que dei o golpe fatal. Falei para minha esposa em alto e bom som. Meu bem, ligue para a policia.

  • Não precisa chegar ao extremo, senhor.

Insisti com minha esposa. Pode ligar.

Fiquei imaginando a policia chegar ao motel juntamente com a imprensa. Maridos traindo esposas e vice-versa, turismo sexual, menores em motel e por aí vai… Assunto na TV e jornais para a semana inteira.Manchetes em jornais. “MOTEL HAVIA MAIS MENORES QUE ADULTOS”, “MARIDO E MULHER DISCRIMINADOS EM MOTEL”, “BANCÁRIO TENTANDO PASSAR CHEQUE SEM FUNDOS”, “CLIENTES QUERENDO SAIR ESCONDIDOS DO MOTEL – SAÍDA OBSTRUÍDA”.

Quando que num passe de mágica, o funcionário depois de entrar em contato com o dono do motel e seu advogado decidiu aceitar meu lindo cheque de valor irrisório.

Entrei no carro, dei a partida e saí feliz da vida com mais um dia inesquecível.

O cheque foi compensado normalmente. Havia fundos!!!!!

(Esta crônica foi feita em 2005 e publicada no livro “Crônicas em estado crônico III” em 2006)

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BRANCA DE NEVE E O PRÍNCIPE ENCANTADO

Quando me vi, estava numa floresta e escutando ao fundo a música “Eu vou, eu vou, pra casa agora eu vou…”, acompanhei até achar os sete anões entrando numa pequena casa.

Imaginei, estou vivendo a história, me belisquei e continuava na floresta vendo aquela casinha. Dormi e quando era manhã eu continuava na floresta vendo aquela casinha. Os sete anões estão indo para o trabalho, dei um tempo e fui bater à porta. Estava lá, a Branca de Neve quase do tamanho da casa, e me convidou a entrar, entrei meio sem jeito, pois a casa era muito apertada.

Branca de Neve realmente era muito linda e imaginei ela sem roupa. Ela como lendo meu pensamento, começou a tirar a roupa, fiquei paralisado pois não imaginava que Branca de Neve fosse assim. Imaginei se por um acaso ela não estava pensando que eu era o príncipe encantado. E se eu fosse realmente o príncipe encantado? Meus pais, meus avós, minhas tias nunca me contaram esta fábula direito ou nunca prestei atenção, mas isso não interessa agora. O fato é que estou sozinho com Branca de Neve e ela está pelada na minha frente e nem pensar eu posso porque ela lê meus pensamentos.

Acabou meu constrangimento e fizemos amor nas camas dos anãozinhos, foi a coisa mais deliciosa que ocorreu comigo, eu estava apaixonado e ela também tinha gostado. Na hora do almoço ela me ofereceu uma macarronada. Comi e repeti e depois veio a sobremesa, uma maçã suculenta. Quando dei a primeira mordida, caí no chão paralisado. Estava escutando tudo mas não conseguia mover um músculo.

Branca de Neve me chamava pelo nome e eu não conseguia me mexer. Falava da história da maçã. Uma velhinha muito simpática tinha dado aquela maçã para ela. Eu comecei a recapitular aquilo que meus pais, avós e tias me contavam e lembrei que era a Bruxa Malvada quem dera aquela maçã.

Já estava anoitecendo e os anões estavam chegando. O que Branca de Neve diria a eles? Será que diria que fizemos amor nas sete camas?

Foi isso mesmo que ela fez. Disse que seu príncipe encantado havia chegado e que fizemos amor e ela estava super apaixonada e que se eu não sobrevivesse, ela se envenenaria também como Romeu e Julieta.

Será que naquela época já existia Romeu e Julieta?

Os anões convenceram Branca de Neve a não se suicidar.

Eu estava lá, estatelado no chão sem me mover. Foi quando tive uma brilhante ideia. Ela não lê meus pensamentos? Então vou ficar pensando. Como será que foi na verdadeira história que Branca de Neve acordou? Já sei, o príncipe encantado havia dado um beijo na Branca de Neve e ela acordava. Fiquei pensando, me dê um beijo, me dê um beijo!

Foi em vão, ela não leu meus pensamentos.

Os anões fizeram uma palestra e decidiram que iriam me enterrar no jardim da casa.

Eu estava apavorado, pois não me sentia como morto e estava apaixonado por Branca de Neve. Custava ela me dar um beijo? fizemos até amor! Se eu fosse enterrado eu morreria de verdade,por asfixia.

Minha esperança era receber um beijo antes de ser enterrado.

Fizeram um lindo caixão e estava chegando a hora, quando ouvi um galopar de cavalo.Desce um rapaz, todo de cor de rosa e a história me veio a mente.

Pensei comigo mesmo, as história infantis sempre terminam bem,justo esta vai terminar mal? Não, não é possível. Vem o príncipe, todo bichoso para o meu lado e antes que acontecesse qualquer coisa, tive um infarto.

Estou contando esta história aqui do céu, para lembrar que todas histórias infantis terminam bem.

O beijo não aconteceu e não fui só eu que tive um infarto.Branca de Neve não acreditou que existia homossexualismo naquela época e quando o príncipe foi me beijar ela desmaiou e morreu.

Ela está aqui do meu lado e somos felizes e agora viveremos felizes para sempre.

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BELOS TEMPOS

Desde 1985. São trinta e três anos. Como se diz no bingo, “Idade de Cristo”.

Trabalhávamos num banco. Depois desses anos todos, marcamos um encontro através das redes sociais, por estarmos todos em lugares diferentes. Primeiramente, a nossa ideia era marcar em um local onde ficaria mais fácil para esse encontro. Haviam moradores de Fortaleza, Maceió, Guarujá e São Paulo. Os amigos do Nordeste viriam no mês de abril para o Sudeste. Por eliminação, o Nordeste ficou de fora como local de escolha para o encontro. A maioria das pessoas, que morava na capital, queria um lugar diferente. Sobrou o Guarujá da nossa amiga Lúcia. Não queria colocar nomes nesta crônica, mas não falarei mal de ninguém, portanto, aqui vai a lista dos empregados do banco: Lúcia, Sonia, Clair, Isaura, Raquel, Eliza, Jânio e Nelson. Os homenageados desta crônica.

Tentamos marcar um encontro no Edifício Solaris, na cobertura, mas o apartamento não tinha dono, então marcamos no apartamento da Lu. Eu disse da Lu e não do Lu, lá no Guarujá. Lu de Lúcia, que comprou o apartamento com dinheiro do seu trabalho.

Quando estávamos todos reunidos e com as devidas apresentações de maridos, esposas e filhos, começaram as recordações.

Vou apenas narrar um fato, porque as recordações foram muitas. Fatos tristes de outrora que nos dias de hoje transformamos em história satíricas e rimos muito.

Onde já se viu a gente rir de assalto a bancos? Tivemos oito e devo dizer que a partir do segundo assalto a nossa experiência em olhar para o relógio que estava na parede era imprescindível, porque os policiais perguntavam sempre em primeiro lugar a que horas havia acontecido o assalto.

Um deles teve uma história muito engraçada. Os elementos adentraram no banco, anunciando o assalto. Um dos bandidos era manco. Enquanto eles faziam a limpa no banco, eu comentava em cochicho com a Isaura:

– Estou preocupado com essa sacola de roupas, não paguei as mercadorias. Se eles roubarem, estou perdido. Tomara que eles não percebam a minha sacola. Eles não notaram a minha sacola de roupas. Ufa!!!!

Terminando aquele assalto, o bandido manquitola disse:

– Fiquem com Deus e até a próxima.

Ficamos com Deus, mas não teve a próxima.

Depois de algum tempo, os bandidos foram presos. Eu e a Clair fomos reconhecê-los na delegacia, através de uma janela onde só a gente enxergava o bandido. Colocaram vários elementos e eu pedi para o policial se haveria a possibilidade de fazer o número 3 caminhar. O policial pediu e quando o número 3 andou, eu tive a certeza que era o assaltante, porque ele mancava da perna direita.

Pensei que estava tudo consumado. Bandido reconhecido e preso. Não foi bem assim. Depois de três anos fomos chamados novamente, agora em uma audiência. Eu e Clair ficamos na sala de espera, quando, de repente, aparece um sujeito sem uma das pernas, segurando muletas. Ele ficou em pé nessa mesma sala. Eu e a Clair olhamos por alguns minutos aquela pessoa e depois desviamos nossos olhares. Era ele, o bandido com cara de sofredor, dó e injustiçado. Acho que ele ficou até constrangido, saiu da sala e foi, talvez, para uma outra sala.

A Clair comentou comigo:

– Você viu o que eu vi?

– Vi.

– Você acha que é ele?

– É parecido, mas aquele era manquitola e este está sem uma das pernas.

– É verdade. Como um bandido roubaria um banco com muletas?

– Pode ser que ele fosse manco, depois gangrenou e perdeu parte da perna.

– Eu não vou reconhecer.

– Eu também não vou.

Nesse momento, entra uma outra pessoa na sala, que depois ficamos sabendo que era o advogado do bandido.

– Vocês estão esperando há muito tempo?

– Sim – eu respondi.

– É horrível esse negócio de audiência. Até um deficiente físico tem que ficar aguardando. Vocês conhecem ele?

– Não.

– Nunca o viram?

Senti que alguma coisa estava errada, porque ele só fazia perguntas referente ao deficiente.

– Nunca vi. Nem eu e nem minha amiga.

– Eu jamais faria um reconhecimento de uma pessoa cara a cara numa audiência com o juiz – disse o advogado.

– Nem eu. Se me perguntar se eu reconheço, responderei que não.

Chegou a audiência.

Na sala estava o juiz, o escrivão, o promotor, o bandido e seu advogado. O mesmo que havia falado comigo na outra sala.

Depois que o juiz falou sobre justiça e verdades, eu fiquei mais calmo.

– Sr. Nelson, não queremos colocar nenhum inocente na cadeia, mas não queremos deixar nenhum bandido solto na sociedade.

 Depois de eu narrar vários fatos ocorridos através de perguntas que o juiz, o promotor e o advogado de defesa fizeram, veio a pergunta final do juiz:

– Sr. Nelson, o senhor reconhece esta pessoa que está sendo incriminada?

– Reconhecer mesmo, não. É uma pessoa que lembra muito a fisionomia, mas o que mais me lembro é que ele mancava de uma perna, para ser mais preciso, a perna direita.

O juiz então perguntou para o bandido. O sr. usa alguma prótese na sua perna?

– Sim.

– Por que o senhor não está com ela?

 O bandido olhou para o advogado de defesa e o próprio advogado respondeu:

– Achamos que não seria necessário, ficou lá no presídio.

– É necessário, se ele está usando constantemente, deveria usá-la.

Não sei qual foi o veredito, mas a história da prótese deve ter incriminado o réu.

Relembramos muitas outras coisas, rimos muito, matamos saudades e mostramos como estamos.

O que se leva dessa vida são momentos e, tenho certeza, que nossos momentos serão inesquecíveis. Agora, temos novos momentos para continuar, porque esse grupo é inseparável e feito de um alicerce excelente, a amizade sincera.

Podem ter certeza que, ao ouvirmos “mãos ao alto”, isso é um abraço.

Esta crônica é para vocês, do Alto do Ipiranga, onde demos o nosso grito de liberdade e provamos que os verdadeiros amigos não morrem.

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A BUNDA – PARTE 1

Bunda – adj. (do africano mbunda) – Referente ao dialeto falado por pretos africanos.(gir.) Que não tem valor. Nádegas. Diz-se de uma língua falada pelos indígenas de Angola.

Posso concordar com tudo, menos que não tem valor. A bunda tem valor.Acho que bunda deveria se escrever com letra maiúscula, todas as letras maiúsculas.BUNDA.

Você já tentou pronunciar? Faça isso dez, vinte, trinta vezes. Não é gostoso de se falar? BUNDAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA.

A BUNDA é a única parte do corpo que nunca ficou doente. Você conhece algum médico especialista em BUNDA? Algum Bundista?

Acho que deveríamos fazer um protesto contra o dicionário e mostrar que a BUNDA tem valor. Na frente iriam as moças com as BUNDAS a mostra, depois viriam os rapazes. As caídas iriam infiltradas no meio só para fazer volume na passeata.

Inventaríamos palavras sinônimas de BUNDA. No dicionário, só deixaríamos a palavra “abundante” (exuberante) e “abundar” (existir em grande quantidade)

Todos falam “sentar”, mas o correto seria “abundar”. Nos ônibus coletivos, as mulheres teriam de volta o cavalheirismo. “Por favor, abunde-se aqui, senhora…”.

No tribunal, quando o juiz entrar e todos estiverem em pé, ele dirá: “queiram abundar-se por favor…”.

A BUNDA é a única parte do corpo que nunca deixará você mesmo quando morrer.Você pode doar todos os seus órgãos, mas pode ter certeza de que a bunda vai contigo.

Existe transplante de córneas, coração, medula, figado e rins, mas de BUNDA nunca ouvi falar. Mesmo porque, nunca ouvi dizer que alguém nascesse sem BUNDA ou que perdesse a BUNDA em algum acidente. A BUNDA e um artigo de luxo, não é vulgar. Já pensou se você fosse a um restaurante e pedisse ao garçom: “eu gostaria de comer uma BUNDA”; e ele respondesse “o senhor prefere mal passada ou bem passada?”.

Vocês já imaginaram os celebres pensadores fazendo frases com a BUNDA? Como ficaria lindo… Há mais mistério entre o banco e a BUNDA do que possa imaginar a nossa vã filosofia.

A pior BUNDA é aquela que não se pode ver.

Há BUNDAS que vem para o bem.

Quem BUNDA por último nem sempre BUNDA melhor.

Na terra dos sem BUNDA, quem tem uma é rei.

BUNDAR ou não BUNDAR, eis a questão.

BUNDAS passadas não movem moinhos.

Uma BUNDA só não faz verão.

Mais vale uma BUNDA na mão do que duas voando.

Claro que existem vários tipos de BUNDA, é só você andar na prais e ficar observando. Algumas pessoas falam: “olha que coisa mais linda, mais cheia de graça”; ou então “aquela pessoa não tem BUNDA”, o que na verdade quer dizer que a pessoa tem a BUNDA pequena ou achatada, mas nunca sem BUNDA.

Portanto vamos fazer um protesto contra o dicionário, que falta de respeito com a BUNDA! A BUNDA é democrática, não tem classe social. A de uma favelada pode ser muito mais bonita do que a BUNDA do presidente, do que da ex-prefeita de São Paulo, do que a do PC e Quadrilha Ltda. Só muito dinheiro melhora uma BUNDA feia. Eu disse “melhora”.

A BUNDA já nasce com a gente.

É matéria prima, produto original.

Vamos carregar faixas:

BUNDA É SEMPRE BUNDA

A BUNDA TEM VALOR

BRASIL, MOSTRA A SUA BUNDA.

Acho que exagerei um pouco.

(Esta crônica está no meu primeiro livro escrito em 1996)

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HINO NACIONAL

Onde está o respeito ao Hino Nacional Brasileiro?

Vou tentar explicar a letra do Hino Nacional e mostrar o que estão fazendo com nossa pátria.

“Ouviram do Ipiranga às margens plácidas,

De um povo heroico o brado retumbante”.

Significa que as águas calmas do rio Ipiranga ouviram o grito estrondoso de um herói, neste caso, D. Pedro I, para proclamar a independência do Brasil. Independência ou morte! Ele representava todo o povo brasileiro.

 Agora temos um representante. O Presidente da República que, para a maioria das pessoas, não representa o povo brasileiro. Nossas margens plácidas estão na verdade, revoltas, nada calmas. O brado retumbante não existe, tudo é feito na surdina, no silêncio, às vezes no silêncio da madrugada.

“E o sol da liberdade em raios fúlgidos

Brilhou no céu da Pátria neste instante”.

Fúlgido significa brilhante. O autor da letra, Joaquim Osório Duque Estrada, compara a liberdade a um sol brilhante que ilumina nossa Pátria. Deixamos de ser colônia de Portugal para ser um país livre.

Agora, o nosso país está cheio de nuvens escuras que não deixam passar os raios fúlgidos.

“ Se o penhor dessa igualdade.

Conseguimos conquistar com braço forte.

Em teu seio, ó liberdade,

Desafia o nosso peito a própria morte”.

Penhor é você deixar algo de valor em troca de dinheiro e receber a garantia de que aquilo será guardado com segurança, ou seja, o nosso país passou a ser independente e, portanto, conquistou o penhor da igualdade. Brasil e Portugal eram nações iguais.

O “desafia o nosso peito a própria morte” significa que o povo, com esta liberdade que conquistou através da sua força e coragem, não hesitará em enfrentar e sacrificar a própria vida.

Atualmente, parece que estamos de mãos atadas, aceitando tudo o que vem de cima para baixo. Que país é esse ou que povo é esse que aceita tudo e não luta?

“Ó, pátria amada, idolatrada. Salve! Salve! ”

Idolatrar é transformar algo ou alguém em ídolo. Salve é uma saudação.

Hoje ninguém tem orgulho de ser brasileiro e o Salve aqui entra como um verbo, por favor salve o Brasil desta corrupção!

“Brasil, um sonho intenso, um raio vívido.

De amor e de esperança à terra desce,

Se em teu formoso céu risonho e límpido

A imagem do Cruzeiro resplandece! ”

Vívido significa: intenso, ardente, vivo.

Formoso significa: bonito, belo

Límpido significa: transparente.

Resplandecer significa: brilhar intensamente.

Cruzeiro é uma constelação, Cruzeiro do Sul, que brilha no céu.

Nesse caso, o poeta compara o nosso país a um sonho intenso, ou seja, tem muito a fazer. A constelação do Cruzeiro do Sul tem a forma de uma cruz. No nosso céu transparente essa cruz brilha intensamente, ou seja, o Brasil está protegido e amparado por ela.

Então, esse recado vai para os não patriotas. Estamos atentos e a qualquer hora poderemos dar novamente o nosso grito de independência.

“Gigante pela própria natureza.

És belo, és forte impávido colosso

E o teu futuro espelha esta grandeza”.

Gigante, porque o Brasil é o quinto maior país em extensão.

Impávido significa sem medo. Colosso, muito grande.

Então deduzimos que o Brasil é belo, forte e, graças ao tamanho que a natureza lhe deu, não tem medo de nada e a sua grandeza de hoje vai se revelar no futuro.

Se o Osório Duque Estrada vivesse nesta época e precisasse escrever um hino, com certeza ele não colocaria esse verso: “E o teu futuro espelha esta grandeza”.

“Terra adorada, entre outras mil,

És tu Brasil, ó pátria amada!

Dos filhos deste solo és mãe gentil,

Pátria amada, Brasil! ”

Significa que exaltamos o Brasil. Dos filhos deste solo, somos nós, brasileiros.

Nós amamos nosso país.  Por que não estamos conseguindo deixá-lo gigante como ele merece? Alguma coisa está errada. Vamos descobrir. Vamos acabar com esses corruptos de plantão que vivem no nosso congresso e tirá-los de lá através do voto e vamos mudar nossa postura também. O povo também é corrupto, vide casos de filas em órgãos públicos, bancos, comércio, autarquias onde tem gente que vende senhas, onde tem gente que apenas fura filas pensando que só elas têm pressa ou precisam resolver outros problemas, onde o motorista dá “caixinha” para o guarda não lhe aplicar a multa e por aí vai. Vamos deixar um país melhor no futuro para valer o verso de Osório Duque Estrada.

“Deitado eternamente em berço esplêndido.

Ao som do mar e a luz do céu profundo,

Fulguras, ó Brasil, florão da América,

Iluminado ao sol do novo mundo”.

Significa que o Brasil está bem localizado, tem muita natureza, possui um litoral grandioso e, entre as outras nações da América, o Brasil se destaca como um florão (decoração grande e bela em forma de flor).

No presente, estamos apenas nos destacando como um país corrupto, sem educação, sem saúde e com violência.

“Do que a terra mais garrida

Teus risonhos lindos campos têm mais flores,

Nossos bosques têm mais vida,

Nossa vida no teu seio mais amores”

Nossa natureza é mais colorida e mais bonita do que as outras, por isso, nós brasileiros somos mais capazes de amar.

Apesar de tudo que acontece hoje, ainda somos capazes de amar este país, com muita amor e alegria. Claro que sabemos que nem tudo são flores.

“Ó Pátria amada, idolatrada. Salve! Salve! ”

Este já foi explicado na primeira parte do hino.

“Brasil de amor eterno seja símbolo

O lábaro que ostentas estrelado”

O lábaro, ou seja, nossa bandeira, que tem muitas estrelas, significa o símbolo de amor eterno.

Vamos parar hoje de sermos individualistas e pensarmos um pouco mais na nação. Todos, todos nós brasileiros.

“E diga ao verde-louro desta flâmula

Paz no futuro e glória no passado”

Flâmula também tem o significado de bandeira. Louro é uma coroa feita de galhos e folhas, que eram usadas pelos imperadores romanos quando eram coroados, ou seja, eles tinham poder e glória. Joaquim Osório Duque Estrada quis dizer que as batalhas gloriosas vencidas no passado, e que fizeram de nós um país independente, eram, daquele momento em diante, como o verde da nossa bandeira, cheio de esperança e paz.

Espero que neste momento, para não perdermos as esperanças, voltemos para uma nova batalha para deixar nosso país independente de novo. Independência ou fome!

“Mas se ergues da justiça a clava forte

Verás que um filho teu não foge à luta,

Nem teme quem te adora a própria morte”.

Clava, arma que consiste num pedaço de pau grosso, mais volumoso numa das extremidades.

Se tivermos que lutar contra as injustiças, vão ver que não fugimos a luta e que daremos, se preciso for, até nossas vidas.

Fora Presidente, fora senadores, fora deputados, fora corruptos!

Ih fora, ih fora, ih fora!!!

“Terra adorada, entre outras mil,

És tu Brasil, ó pátria amada!

Dos filhos deste solo és mãe gentil,

Pátria amada, Brasil” bibliografia – Fonte Wayne Tobelem dos Santos

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INTERVENÇÃO FEDERAL

Logo após o carnaval, o povo brasileiro acordou com a notícia de que o Rio de Janeiro estava sob Intervenção Federal, decretada pelo presidente.

O que é uma Intervenção Federal?

Vou explicar de uma maneira muito simples para a população entender.

Todos conhecem um baralho. Um jogo de 52 cartas, que vão de “As (A) a Rei (K).

Vou mostrar um jogo com dois baralhos, chamado de “tranca” ou “buraco”, onde as cartas são distribuídas para dois ou mais jogadores, no total de 11 cartas para cada um. No nosso jogo serão dois jogadores para facilitar a compreensão.

Nesse jogo o coringa é a carta “2”.

As cartas “3” vermelhas valem 100 pontos cada uma, ou seja, para quem fizer canastra ganha 100 pontos em cada uma delas. Se não fizer a canastra, perde 100.

As cartas “3” pretas só servem para trancar o jogo.

Canastra é um conjunto de, no mínimo, 7 cartas que valem pontos. 100 pontos com coringa e 200 pontos sem o coringa.

Não sei porque estou explicando as regras do jogo se todos já conhecem.

Intervenção Federal no Rio de Janeiro.

O Brasil é um Ca …, desculpem, o meu teclado me traindo. O Brasil é um baralho, Rio de Janeiro é outro. As cartas, o povo. Todos juntos, mas misturados, embaralhados.

Por enquanto, o presidente dá as cartas. Na outra rodada, quem dá é o interventor.

Começa o jogo. Como o presidente deu as cartas, o primeiro a comprá-la é o interventor. Palavra muito forte, comprar, até parece que o povo é mercadoria.

O jogo consiste em formar trincas e baixá-las na mesa. E, com o passar do jogo, ir completando para formar a canastra.  Na mão do presidente e do interventor estão as pessoas de bem e do mal.

As cartas “2” são os coringas, no nosso jogo, os que trabalham para os traficantes ou bandidos.

Os outros números são as pessoas da comunidade.

O “J” são os jovens.

O “Q” as mulheres.

O “K” os traficantes.

O “A” é o que vale mais, não fica antes do “2”. E só fica acima do “K”, ou com eles mesmos valendo muito.

Cada jogo baixado na mesa forma uma comunidade. Elas podem ser formadas no começo com 3,4, 5, 6 desde que seja do mesmo naipe ou por exemplo, 4,4,4 podendo ser de naipes diferentes, ou seja, na comunidade pode ter gente da mesma família ou se juntar a outras pessoas para um bem comum. Viver.

No país em que estamos, a palavra correta seria sobreviver.

O coringa pode ficar infiltrado em qualquer lugar, formar comunidades com outras pessoas. Ele acha que vale muito e tem até pessoas que acreditam que ele vale muito mesmo, mas na verdade, ele forma grupo de pessoas que acabam sendo do mal. Como no jogo, o coringa deixa a canastra suja.

O presidente gosta muito de coringas porque é mais fácil para trabalhar. Só para ele, é claro.

O que o interventor deve fazer? Formar na comunidade canastras que sejam limpas, porque assim a comunidade será grande, com pessoas do bem e, mesmo que tenham algumas infiltradas do mal, não serão maiores do que a população do bem.

Sempre ter os “3” vermelhos que são quatro, porque são eles que irão indicar se a comunidade ganhará pontos, ou seja, ganhará saúde, educação, segurança e tranquilidade. Porque, se não fizer canastra, ou melhor, se não fizer a intervenção com honestidade e não pensar num bem comum, ela perderá todos esses pontos e, sem esses pilares, não vai a lugar algum, muito pelo contrário, vai gerando mais violência, fome, analfabetismo e por aí vai.

Os “3” pretos são importantes também. Na verdade, eles são os delegados, porque trancam aqueles que estão na mesa e que não servem teoricamente para nenhum dos lados, mas futuramente podem ter validades.

Os “J” separados não valem nada. Caso se juntem do lado do mal, serão bandidos e pagarão futuramente pelos seus atos. O interventor tem que juntar os jovens e mostrar o lado do bem, só assim o Rio de Janeiro irá crescer.

As “Q” juntas podem somar pontos valiosos, está aí a força da mulher.

Os “K” que se cuidem, eles podem ser fortes no começo, mas se aparecerem os “A” eles não valerão mais do que eles.

Espero que no final da partida, as pessoas que fazem parte do Rio de Janeiro vençam o jogo e que o Brasil todo possa cantar:

“O Rio de Janeiro continua lindo…”

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Eça é d+

“Os políticos e as fraldas devem ser trocados de tempos em tempos, pelo mesmo motivo” ou “Os políticos devem ser trocados frequentemente e pela mesma razão”, frases atribuídas ao escritor português que faleceu em 1900, Eça de Queiroz.

Se você for pesquisar no Google, irá descobrir que essa frase não é dele e que o autor é desconhecido.

A questão que quero abordar, não é para saber o autor da frase, mas sim pelo assunto em si.

Analisaremos as fraldas. Hoje, elas são descartáveis. Antigamente, não. Elas precisavam ser lavadas, e bem lavadas, para o seu reuso. Só o conteúdo era jogado fora. Os políticos tinham essa chance. Faziam merdas, se arrependiam e continuavam a vida até não precisarem mais usar essas fraldas. Hoje, podem fazer merda à vontade, pois elas são jogadas no lixo, não precisam lavá-las. Assim deveria acontecer com nossos políticos. A palavra “descartável” seria bem usada para eles, ou seja, fez merda, joga tudo fora e coloca uma fralda nova, até o nosso país não precisar de mais fraldas e seguir o rumo da vida.

Existem bons políticos que vou apresentar a vocês.

Tem o … Como é mesmo? Não, espere, deixa eu pensar. Ele aprovou… Ô, meu Deus, esqueci o nome dele…

Vou fazer diferente, vou apresentar os maus políticos. Tem 513 na câmara dos deputados, 81 no Senado Federal, mais deputados estaduais e vereadores. Infelizmente, não colocarei o nome deles e nem o que fizeram, senão irei transformar este livro em Bíblia, não pelos ensinamentos, e sim pelo número de páginas.

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ACREDITE SE QUISER

O ônibus para no meio da estrada, num posto de serviços, perto de um pequeno vilarejo. Desce um casal humilde, ele aparentando uns 50 anos e ela uns 40, com uma só mala e trazendo com eles um adolescente, aparentando uns 15 anos. Vão caminhando a pé até sua casa, que fica aproximadamente a uns 3 km. Uma casa bem simples, com uma plantação nos fundos, algumas galinhas e um cachorro. Dentro, apenas alguns móveis bem velhinhos, uma televisão e um aparelho de som antigo.

No caminho, o pai vai dando bronca no filho, dizendo que para ele ser alguém na vida precisa estudar, dizendo que os conhecimentos que ele adquire ninguém rouba, ninguém tira, é dele para sempre e que, infelizmente, ele não teve a mesma oportunidade.

– Você não quer ser matemático ou astrônomo? Sem estudo ninguém vai a lugar nenhum. Sua professora falou que você precisa estudar mais. De castigo, depois do jantar, você irá direto para o seu quarto e ficará com esses livros que a professora emprestou para você estudar.

O menino foi cumprir o castigo e ficou deitado com os livros para estudar até cair no sono. Horas depois, alguém bate à porta.  Ele, ainda sonolento, abre a porta e se depara com uma jovem linda e muito atraente.

– Olá, tudo bem? Me perdi no meio do caminho e não sei como voltar.

 Ele, ainda atordoado, pergunta:

– Você é a pessoa que estava sentada no último banco do ônibus que parou no posto?

– Isso mesmo, meu nome é Urânia. Será que posso ficar aqui até o amanhecer para eu seguir meu caminho?

– Claro, desde que não façamos barulho porque poderá acordar os meus pais.

– Combinado.

– Você terá que dormir junto comigo porque só tenho esta cama.

– Eu trouxe um colchonete e durmo no chão.

– Mas a luz tem que ficar acesa para o meu pai achar que eu estou estudando.

– Sem problemas. Eu te ajudo nas lições.

– Você é boa em matemática?

– É o meu forte. Se você me prometer que vai só estudar eu te ensino tudo que sei.

– Prometo que vou me esforçar para estudar.

– Eu observei em você um menino que tem bom coração e só precisa de um empurrãozinho para deixar as coisas fluírem. Primeiro passo, pensamento positivo. Segundo passo, a mente precisa estar descansada, então é hora de dormir e só pensar em coisas boas. Amanhã você irá acordar um outro menino.

Urânia começa a fazer massagem em seu couro cabeludo e ele não demora muito, cai no sono.

No dia seguinte, o pai bate à porta e grita:

– Venha tomar o café para não se atrasar para escola!

Novamente, atordoado e ainda com muito sono, ele procura por Urânia e não a encontra e fica imaginando: “Será que eu sonhei? Parecia tudo tão real. ”

Toma o café da manhã com seus pais e fica no mundo da lua.

– Filho, você estudou ontem os livros que a professora emprestou? Ela disse que hoje é dia de prova.

– Hum…

– Você não está me escutando?

– Sim.  O que o senhor falou mesmo? Eu estou fazendo uns cálculos de cabeça.

– Nada… esquece.

O pai estava momentaneamente satisfeito com a resposta do filho, imaginando que, se estava fazendo cálculos, era sinal de que havia estudado a noite inteira.

O menino se arruma para ir à escola, que fica numa cidade próxima. Precisa caminhar os 3 km até o posto e de lá pegar o ônibus para a cidade.

No meio do caminho, saindo de uma ruazinha que atravessa a rua principal, ele encontra com Urânia e leva um susto.

– Não acredito!

– Errei o caminho novamente. Preciso encontrar o posto.

– Estou indo pegar o ônibus para ir até a escola.  Por que você foi embora?

– Você estava dormindo como um anjo e eu não quis acordá-lo. Mas chega de perguntas e concentre-se nos seus estudos.

– Hoje tenho prova e acho que não sei nada.

– Como acha que não sabe nada?

– Se fosse em outra época, minha resposta seria: não sei nada. Agora, estou me sentindo meio estranho.

– Você não se lembra de ter estudado na noite anterior?

– Para falar a verdade, não.

– Vou revelar um segredo. Lembra que eu falei que você precisaria só de um empurrãozinho?

– Lembro.

– Este empurrãozinho você já ganhou.

– Como?

– Quando você for fazer a prova, verá.

– Não entendi.

– As pessoas precisam sonhar e tentar realizar seus sonhos, porque senão a vida não tem sentido. Você só estava desacreditado. De agora em diante tudo irá mudar na sua vida, mas você precisa sempre querer captar conhecimentos. Estudar muito. Entendeu?

– Acho que sim.

– No futuro você irá lembrar deste nosso encontro, então, sucesso! Eu acredito em você.

Ele entrou no ônibus e Urânia tomou um outro caminho.

Na prova ele acertou tudo e nem acreditou no que estava acontecendo. Isso o incentivou a estudar cada vez mais. Participou das olimpíadas de matemática e foi o campeão. Ficou famoso na cidade e no vilarejo onde viveu sua infância e adolescência.

Hoje, dá aula de matemática numa conceituada universidade e ainda estuda astronomia e astrologia. Sempre que é indagado quando irá parar de estudar, ele responde: “Quando eu não tiver mais sonhos”. E ainda cita parte de um poema neoclássico escrito por Alessandro Manzoni, entre 1806 e 1809, onde descreve que as virtudes sem as musas não podem ser aprendidas pelos homens primitivos, por natureza brutos e indolentes; também as musas, sem as graças, não ganham o coração humano.

O grande sonho dele é rever Urânia para agradecer pelos ensinamentos, mesmo sabendo que ela é apenas uma musa.

Na mitologia grega, Urânia é uma das nove musas, filha de Zeus. Musa da Astronomia, da matemática e da astrologia.

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2230

Enquanto você 60 e fica aí parado 100 fazer nada, eu 20 mostrar que no nosso país, vo70 ser honesto e fica 100 imaginar que os políticos 80 te roubar 80 te matar de raiva, porque eles são 10honestos, 10humanos.

Eu realmente estou 10acreditado deste nosso país.

Se eu estiver em uma lancha e alguém me chamar: “80 ação! Você gostaria que eu fosse ministra do trabalho?”. Eu responderia: “Não, nem que você 10filasse como uma con10sa ou rainha”.

70 construir um país melhor e os políticos te deixam 100 teto, 100 terra, 100 empregos e quase 100 nada, porque são todos 100 vergonhas.

As coisas poderiam caminhar com mais flui10, sempre no 100tido de construir e não deixar o país 10moronar feito um castelo de  areia, porque o que está acontecendo é a 10organização de um povo que está 10acreditado com o 10vario 10ses políticos.

Vamos nos organizar e tirar do congresso esses 10miolados que 10caracterizaram nosso país e vamos ser um povo 10temido e a10trar todos esses políticos da nossa maneira. No congresso, só estarão políticos para trabalharem para o povo e para o país, e não 10fazer nossa ordem e nem o progresso desta nação.

Vamos caminhar 100 cerimônias num 100tido único e acabar com as 100vergonhices deles e mostrar para esses in100síveis que o lugar deles é na cadeia.

100 mais para o momento. Agradeço você, leitor, e peço a todos, 100 exceção, que no final 10ssa crônica coloque se achou ela engraçada ou 100graça.

Vamos à luta!!!! Pra 100pre Brasil!!!!

Obs. Esta crônica tem esse número porque é a soma dos números no texto, simplesmente isso. Não consegui pensar em outro nome.

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A CERVEJA

Já foram feitos estudos científicos, dizendo que a ingestão de cerveja com frequência é benéfica para a saúde. Sua e da Ambev.

Claro que você pode parar num hospital, se sua mulher não aguentar ver você tomando cerveja com frequência e lhe der uma garrafada na cabeça.

Não sei se é por causa da cerveja ou com quem você toma cerveja. Bem, isso não vem ao caso. Vamos falar o porquê beber cerveja é bom.

Não sou eu que estou falando, são estudos científicos.

A cerveja aumenta a densidade dos ossos, graças ao seu teor de silicone, ajuda os músculos a se conectarem aos ossos.

A cerveja melhora os níveis de colesterol HDL, também conhecido como colesterol bom, no seu corpo, por esta razão, beber duas cervejas por dia pode ter um impacto positivo no nível de colesterol no seu sangue. Não vamos entrar em detalhes se são 269 ml, 350 ml, 650 ml, o litro, o “litrão” ou ainda o barril de 5 litros. O importante são duas cervejas diárias.

A cerveja reduz o risco de doenças cardiovasculares. Estudos da Universidade de Harvard (não é qualquer Universidade) mostram que a ingestão moderada de cerveja diminui o risco de sofrermos um infarto em 40%, pois evita o aumento da homocisteína (o aminoácido responsável por falhas cardíacas). Resumindo, você não vai morrer do coração.

A cerveja diminui o risco de diabetes. Estudos comparativos mostram uma relação entre o consumo de álcool e um menor risco de desenvolvermos diabetes tipo 2. Se você já tem, nada impede de continuar a tomar cerveja, de acordo com minha teoria.

A cerveja previne pedras nos rins, por isso que nós, tomadores de cervejas, vamos muito ao banheiro urinar. A cerveja tem suas propriedades diuréticas.

A cerveja protege contra a demência. Mais uma vez, não sou eu que estou dizendo, são estudos. No lúpulo tem um tal de xanthohumol que ajuda a prevenir o estresse oxidativo, que é uma das principais causas da demência em idosos. Entendeu? Nem eu. Só sei que mantém o cérebro jovem.

A cerveja ajuda a combater alguns tumores. De acordo com pesquisas, o tal de xanthohumol ajuda a prevenir a absorção excessiva de testosterona, que representa um dos maiores fatores de risco para o aparecimento do câncer na próstata, mas não deixe de ir ao médico para levar uma dedada.

Nós já sabemos que uma cervejinha gelada nos deixa felizes, mas não tínhamos ideia de que ela também nos deixaria mais saudáveis. Saúde!!!!

Agora só temos que convencer nossas esposas que a cerveja faz bem à saúde, de acordo com essas incríveis descobertas. E se ela vier com aquele papo de economia financeira e apresentar o que você gasta de dinheiro com cervejas, você mostra essa mensagem diálogo que recebi no WhatsApp.

A esposa

– Amor, você bebe, né?

O marido

– Sim.

A esposa

Quantas por dia?

O marido

– 5 Cervejas por dia.

A esposa

– Quanto paga por elas?

O marido

– Cerca de R$ 8,00 cada.

A esposa

– Há quanto tempo você bebe?

O marido

– 20 Anos.

A esposa

– Então custa R$ 8,00 e você bebe 5 por dia. Dá um total de R$ 40,00. Por mês: R$ 1.200,00. Por ano: R$ 14.400,00. Certo?

O marido

– Correto.

A esposa

– Você sabia que, com esse dinheiro aplicado e corrigido com juros compostos durante 20 anos, você poderia comprar uma Ferrari?

O marido

– Você bebe?

A esposa

– Não

O marido

– Então, desgraça, cadê a sua Ferrari?

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Meu primeiro post no blog

BLOG DO NENÉ

Nelson Faria, nascido em maio de 1958, escritor, ex-bancário e aposentado. Autor de três livros publicados e um no forno quase pronto. Todos com os títulos de “Crônicas em estado crônico” (1,2,3 e 4). Minha intenção é levar para o maior numero de pessoas as crônicas escritas por mim com muito humor e carinho.

Seja você mesmo; todos os outros já existem.

— Oscar Wilde.

Este é meu primeiro post no meu novo blog. Este é só o começo do blog, então fique de olho. Assine abaixo para receber notificações das minhas postagens novas.

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