ACREDITA NO DESTINO?

Campos do Jordão, município na Serra da Mantiqueira no estado de São Paulo. Arquitetura de estilo Suíço. Florestas e montanhas. É uma cidade sofisticada e requintada e com muitos eventos.

Alguns lugares são pontos obrigatórios, como por exemplo, o teleférico, com suas cadeiras coloridas que proporcionam uma visão aérea do centro turístico da cidade.

A subida pelo teleférico leva ao Morro dos Elefantes. A montanha recebe este nome por conta do formato que se assemelha com o contorno de um elefante. Lá em cima tem o mirante que se pode ver toda a beleza da Vila Capivari, e as belas montanhas que compõe o cenário da cidade.

Aqui começa a nossa história.

Um jovem, paulistano de 20 anos, em férias, depois de visitar o mirante, desce pelo teleférico para Vila Capivari e no meio do caminho, subindo pelo teleférico, uma moça muito bonita de olhos verdes, mexicana de 18 anos, filha de pai mexicano e mãe brasileira.

Os dois se entreolham e uma coisa inexplicável acontece. Os dois corações batem mais fortes.

O rapaz chega ao seu destino final e fica aguardando por várias horas a chegada daquela que para ele era uma musa.

Finalmente ela chega ao seu destino e fica sem reação, mas ao mesmo tempo, alegre por encontrar com o rapaz.

Eles se apresentam e partir daí um longo papo rola.

Ele em férias e ela para tratamento nesta cidade por indicação do seu médico.

Embora ele perguntasse sobre o tal tratamento médico, ela sempre se esquivava e dizia para aproveitar aqueles momentos que para ela era um conto de fadas e logo acabaria porque ela precisaria voltar para o México. Ela o chamava de príncipe e ele a chamava de princesa.

Esses dias, eles viveram como um conto de fadas e sempre achando que tudo acabaria bem como em todos os contos.

Último dia dela na cidade e apesar de estarem vivendo um conto de fadas, ele não sabia nada sobre ela, nem endereço e nem telefone e ela sempre dizia, vamos aproveitar esses belos momentos que o destino vai nos unir, para que tanta pressa?

Como era o último dia, ela lhe entregou um bilhete dizendo para abri-lo só no primeiro dia do ano. Ainda estava no dia 29 de dezembro.

E foi isso que aconteceu.

Na noite de 31 de dezembro quando ela já estava no México e ele em São Paulo, curioso para abrir o bilhete, numa noite quente de verão, céu estrelado e muito propício para o amor, esperando chegar o dia primeiro, pensando que naquele bilhete estaria o telefone e o seu endereço em alguma rede social, para enfim se comunicarem e relembrar todo aquele conto de fadas e fazerem outros contos, ele, com os fogos anunciando o ano novo que chegava, abre o bilhete e lê:

Meu príncipe, o que aconteceu entre nós, não foi apenas um amor de verão. Foi um amor eterno. Não consegui falar toda a verdade em nosso encontro, senão seria muito doído e não iríamos aproveitar todos os belos momentos. Tenho uma doença grave e em fase terminal que infelizmente a medicina não descobriu. Tenho mais alguns meses de vida, talvez 1 ano, mas morrerei contente com tudo isto que vivi a seu lado.

Quero que em nome do nosso amor, você viva feliz e procure alguém que te ama, assim como eu te amei.

Não sabemos o destino, mas quem sabe um dia….

Assim terminou o bilhete.

Para ele, foi como uma ducha de água fria. Toda a espera e todo o encanto se foram por água abaixo. Foi o pior ano novo que tivera.

Passaram se muitos anos e ele agora casado e com uma filha de 16 anos, iriam passar as férias no México a pedido da filha e esposa.

Num passeio em Xochimilco, onde tem as traquineiras, embarcações enfeitadas e um lugar exótico, existe um canal navegável, onde as famílias alugam esses barcos para comemorações e então, turistas e locais se misturam. Ele avista uma outra embarcação com bandeiras do Brasil, cantando músicas brasileiras no lado contrário. E os olhos se cruzam numa jovem que fez relembrar o teleférico em Campos do Jordão. Algo estranho aconteceu que seu coração disparou.

No outro dia eles foram conhecer a Basílica de Nossa Senhora de Guadalupe. Enquanto ele e esposa estavam dentro da Basílica, sua filha estava do lado de fora, tirando fotos, quando uma moça se aproxima e falando em português, se oferece para tirar a foto dela de frente para a Basílica. Ela aceita e faz amizade com esta moça e marcam um encontro para o dia seguinte.

A noite no hotel, a filha do casal conversa com a mãe sobre o encontro com a moça. Conversam por muito tempo e no dia seguinte, só mãe e filha vão ao shopping para fazer compras e encontrar com a tal moça da Basílica.

As três conversam animadamente numa praça de alimentação do shopping.

No dia seguinte, o casal e sua filha foram conhecer as pirâmides em Teotihuacán. Uma em particular chamou a atenção dele, por sua beleza e magia.

A Pirâmide do Sol, que é a terceira maior do mundo, possui 5 plataformas e muitos degraus que levam ao topo onde, antigamente, sabe-se da existência de um templo de madeira que era utilizada para sacrifícios e oferendas aos deuses.

Enquanto a pirâmide da Lua suga as suas energias, a do Sol revigora.

O “príncipe” quis subir todos os degraus da Pirâmide do Sol, até o topo, mas sua mulher, conforme o combinado com a filha, disse para os dois subirem que ela ficaria embaixo visitando os artesanatos.

Assim foi feito. Quando eles estavam chegando perto do topo, viram várias pessoas levantando as mãos para o céu como forma de agradecer aos deuses e antes de chegarem ao topo, ele avista a moça das traquineiras e antes de falar alguma coisa, sua filha apresenta a moça.

– Pai, está é Guadalupe, minha irmã que conheci aqui no México.

O “príncipe” sem entender nada, ficou sem reação e a moça entrega uma foto para ele que era dele mesmo e que ao fundo aparecia o teleférico de Campos do Jordão. Atrás da foto dizia, com a mesma letra que ele já conhecia. “Minha querida filha, se você acreditar no destino, entregue esta foto ao seu pai, que foi o único homem que conheci e amei na vida. Ele foi meu príncipe encantado.

 Pai e filhas se abraçam e choram e vão ao topo agradecer aos deuses.

PEQUENA CIDADE DO INTERIOR DO CEARÁ

José da Silva, 20 anos, negão, alto, nascido numa pequena cidade do interior do Ceará, conhecido como Zé Bodão.

Zé Bodão namorava Aninha, gaúcha, 18 anos, branca como a neve, estava a pouco tempo na pequena cidade do interior do Ceará.

Zé Bodão namorava, mas sempre queria algo a mais e Aninha dizia:

– Só depois do casamento.

Esta insistência durou 3 anos, quando finalmente casaram-se.

Chegou a tão esperada hora.

Lua de mel, nas serras gaúchas, frio…

O clima estava quente dentro do quarto, mas Aninha precisava falar algo a Zé Bodão.

– Espera um pouco. Teremos todo tempo do mundo. Preciso revelar um segredo.

– Agora não, conte depois.

– Não. Preciso falar agora, senão eu não tiro a roupa.

Zé Bodão deixou Aninha revelar o tal segredo.

– Você pretende ser pai?

Zé Bodão respondeu no seu linguajar:

– “Oxi”, mas é “craro”.

– Não posso ter filhos.

– Depois a gente “resorve isso”. “ Agora vamu ao qui interessa”.

Alguns meses depois, começou a crescer a barriga de Aninha. Os médicos não entendiam como Aninha ficara grávida. Foram feitas pesquisas no exterior e finalmente descobriram que um em um bilhão de homens tinham esses espermatozoides engravidadores.

Esta pequena cidade do interior do Ceará ficou mundialmente conhecida. Zé Bodão era o orgulho da cidade.

Começaram a chegar cartas e mais cartas dos quatro cantos do mundo. Vieram até cartas do Polo Norte. Um esquimó convidando Zé Bodão para conhecer sua mulher num Igloo especialmente construído para ele.

Zé Bodão ficou milionário, exportando espermatozoides.

Meses depois, tudo isto veio abaixo.  Zé Bodão não conseguiu engravidar ninguém. Virou manchetes de jornais. Era motivo de risos na pequena cidade do interior do Ceará.

Até os padrinhos de casamento, Tadeu e Tereza tiravam uma “casquinha”

Tadeu era gaúcho, branquelo, franzino e sempre dizia:

– Bah! Na minha terra é que tem homem macho, tche!

Zé Bodão não estava mais aguentando isto, mas sempre confiando que um dia tudo mudaria. O tempo é o melhor amigo.

Tereza, a esposa de Tadeu, também não podia ter filhos.

Passaram-se alguns anos e a pequena cidade do interior do Ceará, não mais comentava o episódio ocorrido com Zé Bodão. Aninha teve mais cinco filhos. Tadeu e Tereza eram padrinhos do filho caçula.

Até que um dia, esta pequena cidade do interior do Ceará, virou notícia novamente.

Tereza, mulher de Tadeu estava grávida.

Tadeu não queria que esta notícia se espalhasse pelo mundo inteiro, mas foi inevitável.

Zé Bodão foi motivo de risos novamente. Teve que se mudar da pequena cidade do interior do Ceará.

Nove meses se passaram e na pequena cidade do interior do Ceará nascem os filhos de Tadeu e Tereza. Trigêmeos. Todos mulatinhos.

Zé Bodão vingou-se de Tadeu e de todos os habitantes da pequena cidade do interior do Ceará.

Saiu nas manchetes dos jornais do mundo inteiro.

Obs. Crônica escrita em 1996 publicada no meu primeiro livro.

SIGNOS

AQUÁRIO – 21/01 a 19/02

Adora receber peixinhos em casa. Geralmente aguados, vivem com pedrinhas no sapato e fazendo borbulhas de amor. Os nativos do signo são 100 % das vezes transparentes.

PEIXES – 20/02 a 20/03

Facilmente reconhecidos pelo seu olhar de peixe morto. Frequentadores assíduos do Bar-Batanas, não tiram os olhos do gato (estão sempre em conflitos, guelras). Racistas por natureza, preferem as brânquias. Esporte predileto: Natação.

CRANEIRO/ÁRIES – 20/03 a 20/04

Considerados ovelhas negras do zodíaco, os nativos deste signo vivem dando cabeçadas. São muito religiosos e tem preferência pelo salmo 23. ”O senhor é meu pastor e nada me faltará”.

TOURO – 21/04 a 20/05

Comumente são apegados à família. Jamais chame a mãe de um taurino de vaca. Descendentes diretos dos Vikings, continuam mantendo as tradições através do tempo. Andam sempre em comBOIOS. As mulheres de touro são muito avacalhadas. Odeiam espanhóis.

GÊMEOS – 21/05 a 20/06

Os nativos de gêmeos são muito parecidos (Cara de um, focinho do outro). A tradição manda que as mulheres nascidas sob este signo se chamem “Aparecida”.

CÂNCER – 21/06 A 21/07

Também chamados de caranguejo. Os nativos deste signo dificilmente vencem na vida; estão sempre andando para trás e num mar de lamas. Para vencer na vida é preciso ser puxado para cima. Cuidado com os nativos de câncer, podem ser benignos ou malignos.

LEÃO – 22/07 a 22/08

Geralmente as mulheres do signo é que trabalham e os homens, sempre topetudos são incansáveis produtores, extremamente másculos, apesar de usarem cabelos longos. Não gostam de viver enjaulados.

VIRGEM – 23/08 a 22//09

São raramente encontrados, e possuem vidas curtas. Apreciadores de desenhos animados como o Hi-Men, os homens de virgem, tem tendência ao canibalismo e rompem qualquer barreira. As mulheres deste signo possuem grandes lábios.

LIBRA/BALANÇA -23/09 a 22/10

São comumente encontradas em feiras, supermercados e outros estabelecimentos comerciais do gênero. Os mais odiados poderão ser encontrados em farmácias. Submissos por natureza, permitem que outros lhe pisem. Nem sempre são equilibrados. Adoram filmes da “Inmetro Golden Mayer”. Os nativos deste signo não gostam da moeda brasileira (Real), preferem a inglesa (Libra).

ESCORPIÃO – 23/10 a 21/11

Venenosos por natureza, os nativos deste signo são muito perigosos. Sua picada é mortal. Quando atacados, defendem-se abundantemente.

SAGITÁRIO – 22/11 a 21/12

Os nativos deste signo são uns cavalos, vivem dando patadas. Quando amam verdadeiramente, atiram flechas de amor. Assim como os nativos de Carneiro, são muito religiosos, sua máxima preferida é “quem não tiver pecado, que atire a primeira pedra ai, ai, ai…aquele que não sofreu por amor”.

CABRA – 22/12 A 20/01

Também conhecidos como Capricórnio. Os homens nascidos sob esse signo são uns cabras-machos. Bebida predileta: Mé!!!! As crianças brincam de cabra-cega e os velhos são apelidados de bodes velhos; os imbecis de bode-expiatórios. Descobriram a arte de transformar capim em azeitonas pretas. Frequentam assiduamente o Bar-Bicha.

A BUNDA PARTE VI

A bunda é uma coisa singela.

Quando olhamos para ela, nos deparamos com uma palavra monossílaba que começa com “c” e termina com “u”. É isto mesmo que você está imaginando, caro leitor.  O céu.

Quando acordo, a primeira palavra que pronuncio para minha esposa, ainda com sono é: bundinha e ela me responde bom dia. São 29 anos assim.

Sempre acho que não escreverei mais nada sobre a bunda, por não ter mais assunto. Parece que já abordei tudo sobre ela e no entanto estou aqui pela sexta vez.

Antigamente nas praias, ficávamos imaginando o que havia debaixo daqueles panos. Era uma coisa inacreditável. Poetas se inspiravam e os não poetas também se inspiravam de formas diferentes. A imaginação em primeiro lugar. Hoje em dia ficamos imaginando onde estão os panos.

Podemos encontrar subsídios para explicar o fato e a importância do concurso de miss bumbum, onde não conhecemos ou não são divulgados concursos de miss cara, miss pescoço, miss ombro, miss seios, miss barriga, miss umbigo… e por aí vai descendo até a miss pé.

É tão singelo e importante que deram até um apelido para a bunda. Bumbum.

Agora, por um outro lado. Não o outro lado da bunda. Não é isto que vocês estão pensando. Digo o lado não sexual ou pornográfico e sim o lado da desvalorização da palavra.

Como vocês apelidam as pessoas que não tem valor?

Acertou quem falou “Os bundões”.

Digam um sinônimo de bundões.

Acertou também, quem falou políticos.

Acabei de estragar a crônica. É sempre assim, onde tem políticos, tem merda.

CORRUPTOS EM CONSERVA

Já imaginaram se pudéssemos exportar corruptos em conserva? O país ficaria rico, pois temos corruptos em abundância.

Montaríamos em primeiro lugar uma fábrica, para satisfazer a voracidade insaciável das máquinas, pegaríamos vários corruptos acondicionados em grades de ferro. Seriam evidentemente inspecionados quanto a sua sanidade e em seguida classificados. Logo após, seriam lavadas com água em revolução provocada por aparelhos de ar comprimido; automaticamente seriam transportadas por canecas mecânicas, que iriam despejá-los em uma esteira rolante, e continuaria este percurso passando por uma nova lavagem com jatos de chuveiros, sendo encaminhados a um cozinhador contínuo até atingirem o triturador que os esmagariam, passando em seguida por uma peneira rotativa que os transformariam em massa. Essa massa seria canalizada para um grande tacho aquecido a vapor, onde seria misturada ao açúcar na proporção certa.Depois seriam aspirados por grandes concentradores de aço inoxidável a vácuo eliminariam o excesso de dinheiro, ou melhor, água, tornando o produto pastoso no ponto ideal. Atingindo este ponto, o produto seria descarregado nas enchedeiras automáticas onde as latas iriam recebendo o conteúdo exato.

As latas assim cheias seriam encaminhadas, por uma esteira, à maquina que aplicaria as tampas. Já hermeticamente fechadas, nova esteira transportaria tais lata ao esterilizador contínuo e simultaneamente ao resfriador, e deste, passaria por uma tubulação de secagem, iriam,enfim, para a máquina de encaixotar, terminando a grande transformação dos corruptos em deliciosos doces que seriam, depois, exportados para bem longe daqui, quem sabe a própria NASA não os levaria para o espaço.

MOTEL

Depois de uma churrascada noturna, resolvemos eu e minha esposa, irmos a um motel em Fortaleza/CE

Será que não é comum o marido e a esposa irem a um motel? Parece que não.

Claro e evidente que não narrarei como foi nossa madrugada no motel, que foi maravilhosa, mas começarei contando pelo café da manhã, para pelo menos ter uma “comida” na história.

Farto café da manhã com frutas, ovos, presuntos e queijos. Comemos insaciavelmente, deixamos apenas um pedaço de melancia, quando peguei o interfone e pedi a conta.

Fiz um cheque e depois de alguns minutos,o funcionário do motel veio com a resposta de que não poderia aceitar meu cheque, pois havia constatado outros cheques devolvidos e que meu nome estava no SERASA. Perguntei: O que vamos fazer então? Ficaremos aprisionados neste recanto do amor?

O funcionário respondeu que poderia deixar o celular ou alguém ir até o banco 24 horas ou usar o cartão de crédito.

  • Só tenho o cheque.
  • Não posso fazer nada.

Se ele não podia fazer nada, nós poderíamos fazer tudo, mas pensando melhor é claro que pensamos em nossas filhas. O que seriam delas sem a nossa presença, sem ter alguém para dar-lhes educação? Afinal, a vida não é só sexo.

Ele devolveu meu documento e meu cheque. Só aceitei o meu documento. Comuniquei ao funcionário que estava saindo e que ele tomasse as medidas cabíveis. Ele não tomou nenhuma medida.

Fui barrado na saída por um outro funcionário e lá fiquei discutindo. Notem meus caros leitores que ninguém poderia sair do motel,meu carro estava obstruindo a saída.

Acho que esses funcionários estavam imaginando que éramos amantes e não marido e esposa. Na verdade éramos os dois. Tomei uma atitude radical:

  • Existe um aviso na entrada “Não aceitamos cheque”?
  • Mas nós aceitamos.
  • Tudo bem. Existe algum aviso que “Aceitamos cheques mediante consultas”?

O funcionário ficou calado. Foi aí que dei o golpe fatal. Falei para minha esposa em alto e bom som. Meu bem, ligue para a policia.

  • Não precisa chegar ao extremo, senhor.

Insisti com minha esposa. Pode ligar.

Fiquei imaginando a policia chegar ao motel juntamente com a imprensa. Maridos traindo esposas e vice-versa, turismo sexual, menores em motel e por aí vai… Assunto na TV e jornais para a semana inteira.Manchetes em jornais. “MOTEL HAVIA MAIS MENORES QUE ADULTOS”, “MARIDO E MULHER DISCRIMINADOS EM MOTEL”, “BANCÁRIO TENTANDO PASSAR CHEQUE SEM FUNDOS”, “CLIENTES QUERENDO SAIR ESCONDIDOS DO MOTEL – SAÍDA OBSTRUÍDA”.

Quando que num passe de mágica, o funcionário depois de entrar em contato com o dono do motel e seu advogado decidiu aceitar meu lindo cheque de valor irrisório.

Entrei no carro, dei a partida e saí feliz da vida com mais um dia inesquecível.

O cheque foi compensado normalmente. Havia fundos!!!!!

(Esta crônica foi feita em 2005 e publicada no livro “Crônicas em estado crônico III” em 2006)

BRANCA DE NEVE E O PRÍNCIPE ENCANTADO

Quando me vi, estava numa floresta e escutando ao fundo a música “Eu vou, eu vou, pra casa agora eu vou…”, acompanhei até achar os sete anões entrando numa pequena casa.

Imaginei, estou vivendo a história, me belisquei e continuava na floresta vendo aquela casinha. Dormi e quando era manhã eu continuava na floresta vendo aquela casinha. Os sete anões estão indo para o trabalho, dei um tempo e fui bater à porta. Estava lá, a Branca de Neve quase do tamanho da casa, e me convidou a entrar, entrei meio sem jeito, pois a casa era muito apertada.

Branca de Neve realmente era muito linda e imaginei ela sem roupa. Ela como lendo meu pensamento, começou a tirar a roupa, fiquei paralisado pois não imaginava que Branca de Neve fosse assim. Imaginei se por um acaso ela não estava pensando que eu era o príncipe encantado. E se eu fosse realmente o príncipe encantado? Meus pais, meus avós, minhas tias nunca me contaram esta fábula direito ou nunca prestei atenção, mas isso não interessa agora. O fato é que estou sozinho com Branca de Neve e ela está pelada na minha frente e nem pensar eu posso porque ela lê meus pensamentos.

Acabou meu constrangimento e fizemos amor nas camas dos anãozinhos, foi a coisa mais deliciosa que ocorreu comigo, eu estava apaixonado e ela também tinha gostado. Na hora do almoço ela me ofereceu uma macarronada. Comi e repeti e depois veio a sobremesa, uma maçã suculenta. Quando dei a primeira mordida, caí no chão paralisado. Estava escutando tudo mas não conseguia mover um músculo.

Branca de Neve me chamava pelo nome e eu não conseguia me mexer. Falava da história da maçã. Uma velhinha muito simpática tinha dado aquela maçã para ela. Eu comecei a recapitular aquilo que meus pais, avós e tias me contavam e lembrei que era a Bruxa Malvada quem dera aquela maçã.

Já estava anoitecendo e os anões estavam chegando. O que Branca de Neve diria a eles? Será que diria que fizemos amor nas sete camas?

Foi isso mesmo que ela fez. Disse que seu príncipe encantado havia chegado e que fizemos amor e ela estava super apaixonada e que se eu não sobrevivesse, ela se envenenaria também como Romeu e Julieta.

Será que naquela época já existia Romeu e Julieta?

Os anões convenceram Branca de Neve a não se suicidar.

Eu estava lá, estatelado no chão sem me mover. Foi quando tive uma brilhante ideia. Ela não lê meus pensamentos? Então vou ficar pensando. Como será que foi na verdadeira história que Branca de Neve acordou? Já sei, o príncipe encantado havia dado um beijo na Branca de Neve e ela acordava. Fiquei pensando, me dê um beijo, me dê um beijo!

Foi em vão, ela não leu meus pensamentos.

Os anões fizeram uma palestra e decidiram que iriam me enterrar no jardim da casa.

Eu estava apavorado, pois não me sentia como morto e estava apaixonado por Branca de Neve. Custava ela me dar um beijo? fizemos até amor! Se eu fosse enterrado eu morreria de verdade,por asfixia.

Minha esperança era receber um beijo antes de ser enterrado.

Fizeram um lindo caixão e estava chegando a hora, quando ouvi um galopar de cavalo.Desce um rapaz, todo de cor de rosa e a história me veio a mente.

Pensei comigo mesmo, as história infantis sempre terminam bem,justo esta vai terminar mal? Não, não é possível. Vem o príncipe, todo bichoso para o meu lado e antes que acontecesse qualquer coisa, tive um infarto.

Estou contando esta história aqui do céu, para lembrar que todas histórias infantis terminam bem.

O beijo não aconteceu e não fui só eu que tive um infarto.Branca de Neve não acreditou que existia homossexualismo naquela época e quando o príncipe foi me beijar ela desmaiou e morreu.

Ela está aqui do meu lado e somos felizes e agora viveremos felizes para sempre.

BELOS TEMPOS

Desde 1985. São trinta e três anos. Como se diz no bingo, “Idade de Cristo”.

Trabalhávamos num banco. Depois desses anos todos, marcamos um encontro através das redes sociais, por estarmos todos em lugares diferentes. Primeiramente, a nossa ideia era marcar em um local onde ficaria mais fácil para esse encontro. Haviam moradores de Fortaleza, Maceió, Guarujá e São Paulo. Os amigos do Nordeste viriam no mês de abril para o Sudeste. Por eliminação, o Nordeste ficou de fora como local de escolha para o encontro. A maioria das pessoas, que morava na capital, queria um lugar diferente. Sobrou o Guarujá da nossa amiga Lúcia. Não queria colocar nomes nesta crônica, mas não falarei mal de ninguém, portanto, aqui vai a lista dos empregados do banco: Lúcia, Sonia, Clair, Isaura, Raquel, Eliza, Jânio e Nelson. Os homenageados desta crônica.

Tentamos marcar um encontro no Edifício Solaris, na cobertura, mas o apartamento não tinha dono, então marcamos no apartamento da Lu. Eu disse da Lu e não do Lu, lá no Guarujá. Lu de Lúcia, que comprou o apartamento com dinheiro do seu trabalho.

Quando estávamos todos reunidos e com as devidas apresentações de maridos, esposas e filhos, começaram as recordações.

Vou apenas narrar um fato, porque as recordações foram muitas. Fatos tristes de outrora que nos dias de hoje transformamos em história satíricas e rimos muito.

Onde já se viu a gente rir de assalto a bancos? Tivemos oito e devo dizer que a partir do segundo assalto a nossa experiência em olhar para o relógio que estava na parede era imprescindível, porque os policiais perguntavam sempre em primeiro lugar a que horas havia acontecido o assalto.

Um deles teve uma história muito engraçada. Os elementos adentraram no banco, anunciando o assalto. Um dos bandidos era manco. Enquanto eles faziam a limpa no banco, eu comentava em cochicho com a Isaura:

– Estou preocupado com essa sacola de roupas, não paguei as mercadorias. Se eles roubarem, estou perdido. Tomara que eles não percebam a minha sacola. Eles não notaram a minha sacola de roupas. Ufa!!!!

Terminando aquele assalto, o bandido manquitola disse:

– Fiquem com Deus e até a próxima.

Ficamos com Deus, mas não teve a próxima.

Depois de algum tempo, os bandidos foram presos. Eu e a Clair fomos reconhecê-los na delegacia, através de uma janela onde só a gente enxergava o bandido. Colocaram vários elementos e eu pedi para o policial se haveria a possibilidade de fazer o número 3 caminhar. O policial pediu e quando o número 3 andou, eu tive a certeza que era o assaltante, porque ele mancava da perna direita.

Pensei que estava tudo consumado. Bandido reconhecido e preso. Não foi bem assim. Depois de três anos fomos chamados novamente, agora em uma audiência. Eu e Clair ficamos na sala de espera, quando, de repente, aparece um sujeito sem uma das pernas, segurando muletas. Ele ficou em pé nessa mesma sala. Eu e a Clair olhamos por alguns minutos aquela pessoa e depois desviamos nossos olhares. Era ele, o bandido com cara de sofredor, dó e injustiçado. Acho que ele ficou até constrangido, saiu da sala e foi, talvez, para uma outra sala.

A Clair comentou comigo:

– Você viu o que eu vi?

– Vi.

– Você acha que é ele?

– É parecido, mas aquele era manquitola e este está sem uma das pernas.

– É verdade. Como um bandido roubaria um banco com muletas?

– Pode ser que ele fosse manco, depois gangrenou e perdeu parte da perna.

– Eu não vou reconhecer.

– Eu também não vou.

Nesse momento, entra uma outra pessoa na sala, que depois ficamos sabendo que era o advogado do bandido.

– Vocês estão esperando há muito tempo?

– Sim – eu respondi.

– É horrível esse negócio de audiência. Até um deficiente físico tem que ficar aguardando. Vocês conhecem ele?

– Não.

– Nunca o viram?

Senti que alguma coisa estava errada, porque ele só fazia perguntas referente ao deficiente.

– Nunca vi. Nem eu e nem minha amiga.

– Eu jamais faria um reconhecimento de uma pessoa cara a cara numa audiência com o juiz – disse o advogado.

– Nem eu. Se me perguntar se eu reconheço, responderei que não.

Chegou a audiência.

Na sala estava o juiz, o escrivão, o promotor, o bandido e seu advogado. O mesmo que havia falado comigo na outra sala.

Depois que o juiz falou sobre justiça e verdades, eu fiquei mais calmo.

– Sr. Nelson, não queremos colocar nenhum inocente na cadeia, mas não queremos deixar nenhum bandido solto na sociedade.

 Depois de eu narrar vários fatos ocorridos através de perguntas que o juiz, o promotor e o advogado de defesa fizeram, veio a pergunta final do juiz:

– Sr. Nelson, o senhor reconhece esta pessoa que está sendo incriminada?

– Reconhecer mesmo, não. É uma pessoa que lembra muito a fisionomia, mas o que mais me lembro é que ele mancava de uma perna, para ser mais preciso, a perna direita.

O juiz então perguntou para o bandido. O sr. usa alguma prótese na sua perna?

– Sim.

– Por que o senhor não está com ela?

 O bandido olhou para o advogado de defesa e o próprio advogado respondeu:

– Achamos que não seria necessário, ficou lá no presídio.

– É necessário, se ele está usando constantemente, deveria usá-la.

Não sei qual foi o veredito, mas a história da prótese deve ter incriminado o réu.

Relembramos muitas outras coisas, rimos muito, matamos saudades e mostramos como estamos.

O que se leva dessa vida são momentos e, tenho certeza, que nossos momentos serão inesquecíveis. Agora, temos novos momentos para continuar, porque esse grupo é inseparável e feito de um alicerce excelente, a amizade sincera.

Podem ter certeza que, ao ouvirmos “mãos ao alto”, isso é um abraço.

Esta crônica é para vocês, do Alto do Ipiranga, onde demos o nosso grito de liberdade e provamos que os verdadeiros amigos não morrem.

A BUNDA – PARTE 1

Bunda – adj. (do africano mbunda) – Referente ao dialeto falado por pretos africanos.(gir.) Que não tem valor. Nádegas. Diz-se de uma língua falada pelos indígenas de Angola.

Posso concordar com tudo, menos que não tem valor. A bunda tem valor.Acho que bunda deveria se escrever com letra maiúscula, todas as letras maiúsculas.BUNDA.

Você já tentou pronunciar? Faça isso dez, vinte, trinta vezes. Não é gostoso de se falar? BUNDAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA.

A BUNDA é a única parte do corpo que nunca ficou doente. Você conhece algum médico especialista em BUNDA? Algum Bundista?

Acho que deveríamos fazer um protesto contra o dicionário e mostrar que a BUNDA tem valor. Na frente iriam as moças com as BUNDAS a mostra, depois viriam os rapazes. As caídas iriam infiltradas no meio só para fazer volume na passeata.

Inventaríamos palavras sinônimas de BUNDA. No dicionário, só deixaríamos a palavra “abundante” (exuberante) e “abundar” (existir em grande quantidade)

Todos falam “sentar”, mas o correto seria “abundar”. Nos ônibus coletivos, as mulheres teriam de volta o cavalheirismo. “Por favor, abunde-se aqui, senhora…”.

No tribunal, quando o juiz entrar e todos estiverem em pé, ele dirá: “queiram abundar-se por favor…”.

A BUNDA é a única parte do corpo que nunca deixará você mesmo quando morrer.Você pode doar todos os seus órgãos, mas pode ter certeza de que a bunda vai contigo.

Existe transplante de córneas, coração, medula, figado e rins, mas de BUNDA nunca ouvi falar. Mesmo porque, nunca ouvi dizer que alguém nascesse sem BUNDA ou que perdesse a BUNDA em algum acidente. A BUNDA e um artigo de luxo, não é vulgar. Já pensou se você fosse a um restaurante e pedisse ao garçom: “eu gostaria de comer uma BUNDA”; e ele respondesse “o senhor prefere mal passada ou bem passada?”.

Vocês já imaginaram os celebres pensadores fazendo frases com a BUNDA? Como ficaria lindo… Há mais mistério entre o banco e a BUNDA do que possa imaginar a nossa vã filosofia.

A pior BUNDA é aquela que não se pode ver.

Há BUNDAS que vem para o bem.

Quem BUNDA por último nem sempre BUNDA melhor.

Na terra dos sem BUNDA, quem tem uma é rei.

BUNDAR ou não BUNDAR, eis a questão.

BUNDAS passadas não movem moinhos.

Uma BUNDA só não faz verão.

Mais vale uma BUNDA na mão do que duas voando.

Claro que existem vários tipos de BUNDA, é só você andar na prais e ficar observando. Algumas pessoas falam: “olha que coisa mais linda, mais cheia de graça”; ou então “aquela pessoa não tem BUNDA”, o que na verdade quer dizer que a pessoa tem a BUNDA pequena ou achatada, mas nunca sem BUNDA.

Portanto vamos fazer um protesto contra o dicionário, que falta de respeito com a BUNDA! A BUNDA é democrática, não tem classe social. A de uma favelada pode ser muito mais bonita do que a BUNDA do presidente, do que da ex-prefeita de São Paulo, do que a do PC e Quadrilha Ltda. Só muito dinheiro melhora uma BUNDA feia. Eu disse “melhora”.

A BUNDA já nasce com a gente.

É matéria prima, produto original.

Vamos carregar faixas:

BUNDA É SEMPRE BUNDA

A BUNDA TEM VALOR

BRASIL, MOSTRA A SUA BUNDA.

Acho que exagerei um pouco.

(Esta crônica está no meu primeiro livro escrito em 1996)

HINO NACIONAL

Onde está o respeito ao Hino Nacional Brasileiro?

Vou tentar explicar a letra do Hino Nacional e mostrar o que estão fazendo com nossa pátria.

“Ouviram do Ipiranga às margens plácidas,

De um povo heroico o brado retumbante”.

Significa que as águas calmas do rio Ipiranga ouviram o grito estrondoso de um herói, neste caso, D. Pedro I, para proclamar a independência do Brasil. Independência ou morte! Ele representava todo o povo brasileiro.

 Agora temos um representante. O Presidente da República que, para a maioria das pessoas, não representa o povo brasileiro. Nossas margens plácidas estão na verdade, revoltas, nada calmas. O brado retumbante não existe, tudo é feito na surdina, no silêncio, às vezes no silêncio da madrugada.

“E o sol da liberdade em raios fúlgidos

Brilhou no céu da Pátria neste instante”.

Fúlgido significa brilhante. O autor da letra, Joaquim Osório Duque Estrada, compara a liberdade a um sol brilhante que ilumina nossa Pátria. Deixamos de ser colônia de Portugal para ser um país livre.

Agora, o nosso país está cheio de nuvens escuras que não deixam passar os raios fúlgidos.

“ Se o penhor dessa igualdade.

Conseguimos conquistar com braço forte.

Em teu seio, ó liberdade,

Desafia o nosso peito a própria morte”.

Penhor é você deixar algo de valor em troca de dinheiro e receber a garantia de que aquilo será guardado com segurança, ou seja, o nosso país passou a ser independente e, portanto, conquistou o penhor da igualdade. Brasil e Portugal eram nações iguais.

O “desafia o nosso peito a própria morte” significa que o povo, com esta liberdade que conquistou através da sua força e coragem, não hesitará em enfrentar e sacrificar a própria vida.

Atualmente, parece que estamos de mãos atadas, aceitando tudo o que vem de cima para baixo. Que país é esse ou que povo é esse que aceita tudo e não luta?

“Ó, pátria amada, idolatrada. Salve! Salve! ”

Idolatrar é transformar algo ou alguém em ídolo. Salve é uma saudação.

Hoje ninguém tem orgulho de ser brasileiro e o Salve aqui entra como um verbo, por favor salve o Brasil desta corrupção!

“Brasil, um sonho intenso, um raio vívido.

De amor e de esperança à terra desce,

Se em teu formoso céu risonho e límpido

A imagem do Cruzeiro resplandece! ”

Vívido significa: intenso, ardente, vivo.

Formoso significa: bonito, belo

Límpido significa: transparente.

Resplandecer significa: brilhar intensamente.

Cruzeiro é uma constelação, Cruzeiro do Sul, que brilha no céu.

Nesse caso, o poeta compara o nosso país a um sonho intenso, ou seja, tem muito a fazer. A constelação do Cruzeiro do Sul tem a forma de uma cruz. No nosso céu transparente essa cruz brilha intensamente, ou seja, o Brasil está protegido e amparado por ela.

Então, esse recado vai para os não patriotas. Estamos atentos e a qualquer hora poderemos dar novamente o nosso grito de independência.

“Gigante pela própria natureza.

És belo, és forte impávido colosso

E o teu futuro espelha esta grandeza”.

Gigante, porque o Brasil é o quinto maior país em extensão.

Impávido significa sem medo. Colosso, muito grande.

Então deduzimos que o Brasil é belo, forte e, graças ao tamanho que a natureza lhe deu, não tem medo de nada e a sua grandeza de hoje vai se revelar no futuro.

Se o Osório Duque Estrada vivesse nesta época e precisasse escrever um hino, com certeza ele não colocaria esse verso: “E o teu futuro espelha esta grandeza”.

“Terra adorada, entre outras mil,

És tu Brasil, ó pátria amada!

Dos filhos deste solo és mãe gentil,

Pátria amada, Brasil! ”

Significa que exaltamos o Brasil. Dos filhos deste solo, somos nós, brasileiros.

Nós amamos nosso país.  Por que não estamos conseguindo deixá-lo gigante como ele merece? Alguma coisa está errada. Vamos descobrir. Vamos acabar com esses corruptos de plantão que vivem no nosso congresso e tirá-los de lá através do voto e vamos mudar nossa postura também. O povo também é corrupto, vide casos de filas em órgãos públicos, bancos, comércio, autarquias onde tem gente que vende senhas, onde tem gente que apenas fura filas pensando que só elas têm pressa ou precisam resolver outros problemas, onde o motorista dá “caixinha” para o guarda não lhe aplicar a multa e por aí vai. Vamos deixar um país melhor no futuro para valer o verso de Osório Duque Estrada.

“Deitado eternamente em berço esplêndido.

Ao som do mar e a luz do céu profundo,

Fulguras, ó Brasil, florão da América,

Iluminado ao sol do novo mundo”.

Significa que o Brasil está bem localizado, tem muita natureza, possui um litoral grandioso e, entre as outras nações da América, o Brasil se destaca como um florão (decoração grande e bela em forma de flor).

No presente, estamos apenas nos destacando como um país corrupto, sem educação, sem saúde e com violência.

“Do que a terra mais garrida

Teus risonhos lindos campos têm mais flores,

Nossos bosques têm mais vida,

Nossa vida no teu seio mais amores”

Nossa natureza é mais colorida e mais bonita do que as outras, por isso, nós brasileiros somos mais capazes de amar.

Apesar de tudo que acontece hoje, ainda somos capazes de amar este país, com muita amor e alegria. Claro que sabemos que nem tudo são flores.

“Ó Pátria amada, idolatrada. Salve! Salve! ”

Este já foi explicado na primeira parte do hino.

“Brasil de amor eterno seja símbolo

O lábaro que ostentas estrelado”

O lábaro, ou seja, nossa bandeira, que tem muitas estrelas, significa o símbolo de amor eterno.

Vamos parar hoje de sermos individualistas e pensarmos um pouco mais na nação. Todos, todos nós brasileiros.

“E diga ao verde-louro desta flâmula

Paz no futuro e glória no passado”

Flâmula também tem o significado de bandeira. Louro é uma coroa feita de galhos e folhas, que eram usadas pelos imperadores romanos quando eram coroados, ou seja, eles tinham poder e glória. Joaquim Osório Duque Estrada quis dizer que as batalhas gloriosas vencidas no passado, e que fizeram de nós um país independente, eram, daquele momento em diante, como o verde da nossa bandeira, cheio de esperança e paz.

Espero que neste momento, para não perdermos as esperanças, voltemos para uma nova batalha para deixar nosso país independente de novo. Independência ou fome!

“Mas se ergues da justiça a clava forte

Verás que um filho teu não foge à luta,

Nem teme quem te adora a própria morte”.

Clava, arma que consiste num pedaço de pau grosso, mais volumoso numa das extremidades.

Se tivermos que lutar contra as injustiças, vão ver que não fugimos a luta e que daremos, se preciso for, até nossas vidas.

Fora Presidente, fora senadores, fora deputados, fora corruptos!

Ih fora, ih fora, ih fora!!!

“Terra adorada, entre outras mil,

És tu Brasil, ó pátria amada!

Dos filhos deste solo és mãe gentil,

Pátria amada, Brasil” bibliografia – Fonte Wayne Tobelem dos Santos

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