OS TRÊS PORQUINHOS E O LOBO MAU

Era uma vez, numa floresta, a perturbada vida dos três porquinhos. Nobre, Moro e Temer.

Eles queriam construir uma casa para se proteger do Lobo Mau e de todas as doenças que estavam aparecendo na floresta. Discutiram muito sobre o tempo em que gastariam para a construção, porque eles não só queriam trabalhar, mas queriam seus momentos livres para brincar. O único que não concordava com a ideia era o porquinho Nobre que queria construir uma casa que fosse segura, a prova de Lobo Mau e de epidemias.

Como não chegaram a um consenso, resolveram se dividir e cada um construiria a sua. Nobre iria construir uma casa de tijolos, Moro construiria uma casa de palha por questão de justiça, assim ele pensava e Temer construiria uma casa de madeira, porque na floresta havia muitas madeiras. Que cara de pau! E assim fizeram e começaram a trabalhar.

Nobre não tinha tempo para brincar, só ficava em sua construção. Os outros brincavam a tarde toda e deixavam apenas o período da manhã para a construção da casa, que em poucos dias já estavam prontas e agora brincavam o dia inteiro enquanto o Nobre ainda estava construindo.

Passados alguns meses, finalmente as três casas estavam prontas e junto com o término das obras, teve uma pandemia que afetou a floresta inteira e a maioria dos bichos ficavam em casa para se proteger da tal doença.

O Lobo Mau desobedeceu as regras e saiu a caça de porcos, para satisfazer seu apetite voraz. Quando ao longe ele avista os porquinhos brincando feliz da vida e saiu correndo para pegar aquele apetitoso almoço. Os porquinhos viram o Lobo Mau e correram cada um para sua casa

O Lobo Mau falou para o porquinho Moro:

  • Saia daí por bem que eu estou com fome e quero comer, senão eu vou assoprar sua casa e destruí-la. Talquei? Quem manda nesta floresta, sou eu, o Lobo Malsonaro.

Como Moro não obedeceu, o Lobo Malsonaro começou a assoprar a casa de palha e juntamente com o assopro, mandar gotículas de salivas pelo ar e o porquinho Moro, começou a passar mal ficando com febre e muita tosse. Quando finalmente a casa começou a cair, o porquinho Moro não teve outra alternativa a não ser sair correndo. Mesmo debilitado, o local que ele encontrou mais perto, foi a casa do Temer.

O Lobo Malsonaro estava cansado de tanto assoprar a casa de palha que resolveu ir embora e voltar no dia seguinte com mais força para derrubar a casa de madeira.

Os dois porquinhos passaram a noite muito mal, porque a casa era muito pequena para eles e o porquinho Temer começou a tossir e ficar com febre também. A doença era muito rápida no contágio.

Na manhã seguinte quando os dois porquinhos estavam decididos a procurar o Nobre e pedir asilo em sua casa, porque era grande, bonita e segura, eles não contavam com a presença do Lobo Malsonaro no lado de fora, só na espreita para devorá-los.

  • Eu sei que tem dois porquinhos nesta casa de madeira e eu vou derrubar com meu assopro, porque eu sou forte, jovem e atleta e mando nesta floresta, talquei?
  • Não maltrate a gente. Você não tem família?
  • Tenho três filhos.
  • Eles devem estar desprotegidos nesta hora e outros bichos poderão comê-los.
  • Meus filhos estão protegidos pela PF.
  • PF?
  • Sim, Policia Florestal. O Folhagem está cuidando deles.
  • Folhagem? Que nome esquisito!
  • Chega de conversa que agora eu vou assoprar a casa de vocês e derrubá-la.

E começou a assoprar. A casa balançava mas não caía. Ele descansou um pouco e começou a assoprar novamente, quando finalmente a casa de madeira veio abaixo e os dois porquinhos começaram a correr para a casa do Nobre.

O Lobo Malsonaro estava sem forças para correr porque havia gasto quase que todas suas energias naquele assopro e achou melhor deixar a derrubada da outra casa para o dia seguinte.

Os dois porquinhos entraram pela porta dos fundos da casa de tijolos, depois de fazer uma higienização completa e ficarem isolados nos quartos de hóspedes.

Na manhã seguinte, o Lobo Malsonaro estava na frente da casa para a derrubada fatal. Antes, ele tentou convencer os três porquinhos a saírem.

  • Estou dando a chance para vocês saírem da casa e irem para minha casa lá no planalto, porque lá é melhor, mais amplo, com jardins e muitos espaços para vocês brincarem. Eu não vou mais comer vocês. Sei que tem dois porquinhos doentes e o médico da floresta, o dr. Maneta, irá cuidar de vocês.
  • Quem pode garantir isso? Um Lobo, que não tem palavra, que promete uma coisa e depois não cumpre? A floresta era melhor quando o Lula mandava, porque Lula é Polvo e não é venenoso.
  • É mentira! Este Lula pegava conselhos com um Polvo australiano que é muito venenoso e trouxe ele para morar num sítio aqui na floresta. E chega de conversa. Eu vou pegar vocês de qualquer maneira, nem que seja para queimar toda a floresta. Talquei?

E começou a assoprar a casa de tijolos, cada vez mais forte e não acontecia nada porque além dos tijolos, o porquinho construiu um tipo de uma bolsa em cima das paredes que estocava o vento e era ligado a um respirador que ele utilizou para salvar os dois porquinhos que estavam doentes. Esta ideia ele pegou da sua vó chamada Zilma Bucef.

Depois de tanto tentar e não conseguir, o Lobo Malsonaro desmaiou e foi levado a um Hospital longe da floresta, onde contraiu uma doença respiratória aguda e morreu.

Depois da pandemia, tudo passou e as coisas voltaram melhores na floresta.

Na floresta elegeram um novo presidente, o Porco Nobre, que em seu primeiro decreto, colocou como prioridade a plantação de várias palmeiras, deixando a floresta ainda mais bonita.

Colocou ministros para ajudá-lo no governo. A Macaca ficou com a região florestal de Campinas, apenas como um quebra galho. O Galo ficou na região florestal de Minas para tomar conta dos galinheiros de toda a floresta. Construíram uma Toca para a Raposa comandar todas as raposas da floresta. O Gavião como não tinha casa no reino, mas era fiel à floresta, foi construída uma para ele nas montanhas. O Leão ficou comandando o nordeste da floresta. O peixe comandava os rios e os mares. Como havia muitas carniças no reino foi construído um ninho para o Urubu descansar e tomar conta. Conhecido como Ninho do Urubu. Os bâmbis ficaram muito mais contentes, pulando pra cá e pra lá.

O reino ia muito bem com esta nova administração. O lema era: “Adversários sim, inimigos não”

Fizeram o hino nacional da floresta e sempre quando aparecia o presidente Nobre na sacada para um pronunciamento em rede florestal, todos cantavam respeitosamente, “Palmeiras, meu Palmeiras, meu Palmeiras…”

Logo após os pronunciamentos todos entoavam, “e dá-lhe porco, e dá-lhe porco, olê, olê, olê.

E todos viveram felizes.

Publicado por Nelson Faria

Eu sou o que sou, porque faço da minha maneira. Simples assim. Sem prejudicar ninguém e amando todos, independente de raça e religião. Palmeirense de coração.

4 comentários em “OS TRÊS PORQUINHOS E O LOBO MAU

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

Crie seu site com o WordPress.com
Comece agora
%d blogueiros gostam disto: